Dinheiro
01/07/2008 - 18h21

Brasil não vai sacrificar crescimento para conter a inflação, diz Coutinho

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, disse nesta terça-feira que o país não precisará sacrificar o crescimento para conter a inflação. Para Coutinho, vários países terão que abrir mão de crescer mais para conter a alta dos preços. Ele explicou que a vantagem principal do Brasil é ter oferta agrícola para responder à elevação dos preços dos alimentos.

"O controle sobre a inflação será mantido. O Brasil está em uma posição relativamente boa para fazer isso, quando comparado a outros países. Não precisaremos sacrificar o crescimento como vários países terão que sacrificar. Podemos responder de maneira muito afirmativa em termos de oferta agrícola", afirmou, após participar do 2º Encontro Nacional do Comércio Exterior, na sede da CNC (Confederação Nacional do Comércio), no Rio.

Sobre a expansão da oferta agrícola, Coutinho destacou que o BNDES vai facilitar, em termos de custos, o financiamento de máquinas e equipamentos agrícolas. Ele não detalhou as condições, que serão anunciadas amanhã, juntamente com o plano do governo para aumentar a oferta agrícola.

Luciano Coutinho defendeu ainda que não haja mudanças na TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), que foi mantida em 6,25% ao ano pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), na última segunda-feira. Diante da perspectiva de inflação, Coutinho disse que a taxa "está no lugar certo". O presidente do BNDES acrescentou que, no médio prazo, espera que a inflação fique até mesmo abaixo da meta.

A queda de 4,9% da produção de bens de capital, constatada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na passagem de maio para junho, não preocupa o executivo. Para Coutinho, o resultado não indica nenhuma tendência.

"Os indicadores anteriores do Finame [programa de máquinas e equipamentos do BNDES] mostram que a demanda e o consumo aparente de bens de capital se mantém muito firme", observou.

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Hoje é o desejo da maioria dos BRASILEIROS ter um carrinho na garagem, só que este desejo está ficando caro e muitos não aguentam o rojão e com isso fiacam com o nome sujo e se complicam tudo. sem opinião
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Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
É incrível como a popularidade de Lula se mantém com tamanha carga Tributária, IPVA, multa, taxas, pedágios etc... E ainda por cima o descompromisso para com projetos como o GNV. Hoje o preço do gas natural para veículos jogou por terra todo o investimento. Toda a indústria de peças e equipamentos e a rede de serviços desenvolvida em torno do GNV, de repente se vê orfã. Gente que fez plano de vida em torno disso vendo seus planos, que foram baseados em premissas apresentadas pelo governo, dando com os burros n'agua! O álcool que à época era caro pela irresponsabilidade do mesmo governo, hoje embora o custo elevado, ainda é mais em conta que o GNV. E os consumidores que acreditaram e transformaram seus carros para este combustível estão aí se fu... porque o governo não está nem aí para isso. Apenas o baixo custo do GNV justificava todo o transtorno da transformação que vai desde o peso e tamanho do equipamento até a menor performance do motor convertido e a obrigatoriedade da Inspeção Veicular cuja taxa antes R$80,00 hoje é de R$110,00 e se retirar, pasme! R$160,00. Também tem a validade de 5 anos para o cilindro cujo teste para revalidação antes era feito por R$80,00 e hoje!! R$250,00, sem falar em toda a burocracia que se enfrenta, e que é muito maior se você resolver retirar essa arapuca!
Já deu pra perceber o porque deste meu "estado de espírito", eu retirei o equipamento do meu carro e descobri isso tudo há 7 dias do prazo final!
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Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Discordo.
Quem mata mais são os maus condutores dos automóveis.
São pessoas despreparadas, sem nenhuma condição de conduzir um veiculo.
O carro não tem culpa nenhuma, pois, é uma máquina.
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