Dinheiro
02/07/2008 - 11h15

Greve nos Correios aumenta e atinge 23 Estados e DF

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FERNANDO ANTUNES
Colaboração para a Folha Online

No segundo dia de greve dos funcionários da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos), a paralisação aumentou e atinge nesta terça-feira 23 Estados e o Distrito Federal, segundo a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares). Funcionários de Roraima e Santa Catarina aderiram à greve. Apenas os serviços em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins não foram interrompidos.

Os Correios mantém o posicionamento de não negociar e afirmam que irão cortar o ponto dos grevistas. Até as 10h30 de hoje, a assessoria da empresa não tinha números atualizados da paralisação. No fim da tarde de ontem, segundo os Correios, 40% dos trabalhadores do setor operacional aderiram a manifestação.

Mas de acordo com José Gonçalves, um dos representantes da Fentect no comando de greve, cerca de 80% dos funcionários estão de braços cruzados, e a tendência é que esse número aumente.

Gonçalves informou que foram protocolados documentos na sede dos Correios, Ministério das Comunicações e Presidência da República pedindo audiência para negociar a volta dos grevistas ao trabalho.

A categoria reivindica o cumprimento integral de um compromisso assinado com a empresa, com a anuência do ministro Hélio Costa, em novembro de 2007, com os principais pontos sendo a incorporação de 30% de adicional de periculosidade nos salários, negociação do plano de carreira e participação nos lucros.

Os Correios alegam que o acordo tem pontos que ferem a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e teve de adaptar o pagamento de adicional por periculosidade. Na segunda-feira foram pagos R$ 260 na folha como adicional para os cargos de atividade de coleta e guichê.

Sobre a participação nos lucros, a empresa informa que os valores pagos são calculados proporcionalmente aos salários e avaliações internas. Os Correios afirmam também que o plano de carreira foi discutido com os sindicatos da categoria.

Com a greve, os serviços com hora certa --Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta--, que garantem prazo de entrega, foram suspensos.

Comentários dos leitores
Carlos SANTOS (2) 18/09/2009 14h04
Carlos SANTOS (2) 18/09/2009 14h04
hoje temos muitos exemplos de privatizaçoes do patrimonio publico que não tiveram exito, sou contra privatizaçao dos correios, pois as empresas que comprarem visam apenas pegar o filé ( grandes centros e capitais )e deixar para o governo cidades de menor porte, o que tem que ser feito e´sim ter na empresa uam administraçao de carreira e não cargos politicos o qual os correios tambem sofrem com essas indicaçoes, e estes ganham altos salarios. sem opinião
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rubens luiz (3) 24/07/2008 21h57
rubens luiz (3) 24/07/2008 21h57
Fico feliz ao ler estes comentários, principalmente por perceber que nosso povo a cada dia que passa se importa com sálarios,benefìcios e também com as leis que regem nosso país. A indignação é sim muito louvável espero que daqui pra frente isso se reflita em outras partes do funcionalismo público( vamos analizar se é justo os sálarios dos políticos, dos seus acessores....) Lamento apenas por ñ saberem o motivo principal da paralização( o correio ñ é resumido apenas a carteiros) se essa empresa pública de capital fechado aplica-se o PCCS na forma que foi contituido em 1995 nada disso teria acontecido. Pra finalizar gostaria apenas informar que os funcionários dos correios NÃO são funcionários públicos. 11 opiniões
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Helena Manzione (571) 22/07/2008 13h50
Helena Manzione (571) 22/07/2008 13h50
Perigoso é ser brasileiro 5 opiniões
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