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Dinheiro
02/07/2008 - 11h26

Plano Agrícola libera R$ 65 bilhões para conter alta dos alimentos

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da Folha Online

Para financiar a próxima safra da agricultura empresarial, o Plano Agrícola e Pecuário 2008-2009 (PAP) terá R$ 65 bilhões, valor 12,1% superior ao da safra atual e 217% maior que o ofertado na safra 2002/2003. Um dos objetivos do governo com a liberação é elevar a produção de grãos no país e ajudar na contenção da alta dos preços mundiais. Amanhã, em Brasília, será anunciado o Plano de Agricultura Familiar, que prevê mais R$ 13 bilhões.

Do total liberado, R$ 45,4 bilhões serão a juros controlados, ou seja, com encargo financeiro de 6,75% ao ano. Isso representa 20% a mais em relação ao ciclo 2007-2008. O plano foi lançado nesta quarta-feira (2), em Curitiba (PR), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.

Stephanes disse, durante o lançamento, que a agricultura brasileira está sendo estruturada de uma forma geral com medidas de médio e longo prazos. Ele citou ainda que deve ser lançado até dezembro um programa de incentivo a produção de adubos e fertilizantes. Conforme o ministro, em um prazo de cinco a dez anos Brasil deve conquistar mais autonomia com relação a esses insumos básicos --hoje o país importa mais de 70% dos fertilizantes que consome.

Os recursos do PAP serão aplicados no custeio, comercialização e investimento da produção agropecuária. Além do aumento do volume de crédito, o PAP 2008-2009 terá a ampliação do limite de financiamento e de renda para alguns programas de investimento, reajuste de preços mínimos, especialmente para alimentos essenciais, como arroz, feijão, milho e trigo.

Além disso, nesta edição, o plano terá linha de crédito de R$ 1 bilhão para que os agricultores possam financiar a recuperação de áreas degradadas.

Além de ampliar a produção agrícola, são metas do PAP reduzir o impacto do aumento do custo para o produtor, garantir o abastecimento interno e aumentar a participação do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

A expectativa do governo é que a produção cresça 5% na próxima safra, atingindo os 150 milhões de toneladas de grãos, fibras e cereais, o maior volume já registrado. Um dos resultados mais importantes desse aumento de produção é evitar que os preços dos alimentos continuem subindo.

Preços mínimos

Segundo o governo, os preços mínimos de garantia vigentes na safra 2007/2008 foram reajustados para recompor a alta do custo de produção agropecuária e se adequar à nova cotação das commodities.

A saca de 50 kg do arroz em casca nas regiões de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, por exemplo, passará de R$ 22 para R$ 25,80, reajuste de 17,27%.

A saca de 60 kg do feijão anão (principal tipo cultivado no Brasil) passará de R$ 48,42 para R$ 80, aumento de 65,22%. Já a saca de 60 kg de milho, nas regiões Sul, Sudeste, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal, passará de R$ 14 para R$ 16,50, crescimento de 17,86%.

Comentários dos leitores
José Alberto (233) 11/12/2009 13h13
José Alberto (233) 11/12/2009 13h13
Vejam bem politicos e corruptos, não tem diferença,essa merkel está de olho só no nosso petroleo e nada mais, pois quem tocou no assunto de bio combustiveis foi olulala e não ela ela não quer nem saber....disso... sem opinião
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Sebastião Vicentim (59) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (59) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (266) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (266) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
28 opiniões
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