Desemprego volta a crescer e salários estagnam na OCDE
da Folha Online
O desemprego voltou a crescer nas economias que integram a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Além disso, o aumento dos salários deve se reduzir ainda mais em relação aos ganhos em produtividade, afirmou a entidade hoje.
Em relatório, a OCDE projeta, para os 30 países mais ricos que formam a entidade, aumento no número de desempregados em 1 milhão neste ano e em 2 milhões no próximo, totalizando 34,8 milhões de desempregados em 2009, ante 31,7 milhões em 2007.
"A tendência de queda no desemprego dos últimos anos deve ser revertida em 2008", afirmou a OCDE no texto. Assim, a taxa de desocupação atingirá 6% em 2009, ante 5,6% em 2007 (foi a menor taxa desde 1980).
A OCDE destaca que o aperto do crédito nos Estados Unidos, que marcou o início de uma desaceleração mais ampla, será determinante para o aumento do desemprego.
"A inflação é a principal fonte de preocupação, mas ela não subiu dramaticamente", pondera Stefano Scarpetta, principal autor do relatório da OCDE e chefe da divisão de políticas de emprego da organização sediada em Paris.
A taxa média de salário (por empregado no setor empresarial) subiu 1,2% em 2007, ante 0,9% em 2006, afirmou a OCDE no relatório.
Com Reuters
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