G8 e produtores precisam frear preços de petróleo e alimentos, diz Banco Mundial
da France Presse, em Washington
O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, pediu nesta quarta-feira ao G8 (grupo dos sete países mais ricos e a Rússia) que atuem junto aos produtores para controlar a alta do petróleo e dos alimentos, que pode levar a "uma situação perigosa".
"O que observamos hoje não é uma catástrofe natural --uma tsunami ou um furacão-- e sim uma catástrofe gerada pelo homem e que, por isso, deve ser controlada pelo homem", afirmou Zoellick. "Convoco os países membros do G8, em ação conjunta com os principais produtores de petróleo, a atuar para atacar esta crise", acrescentou, em declarações feitas dias antes da abertura da cúpula do grupo.
"Trata-se de um teste para o sistema mundial em termos de ajuda aos mais vulneráveis e não se pode permitir o fracasso", afirmou.
O presidente do Banco Mundial insistiu quanto às conseqüências do aumento dos preços do petróleo e dos alimentos para as populações pobres.
"Já vimos os tumultos que explodiram em dezenas de países e o descontentamento quanto aos preços dos combustíveis está a caminho de se propagar", advertiu.
O FMI (Fundo Monetário Internacional) avalia a alta mundial de preços de alimentos e de combustíveis pode levar diversos países de renda média e baixa a uma "situação-limite", no relatório "Preços de Alimentos e Combustíveis - Desenvolvimentos Recentes, Impactos Macroeconômicos e Ações Políticas", divulgado nesta terça-feira (1º).
O Fundo afirma também que o impacto nos preços tem sido reforçado por outros fatores, como crescente demanda por biocombustíveis e restrições a políticas de livre comércio, em especial as relativas ao cultivo de arroz. Segundo o FMI, a crescente produção de álcool à base de milho provocou cerca de 75% do aumento do consumo mundial de milho em 2006 e 2007, o que não apenas provocou aumento dos preços de milho, mas também o de outros alimentos, como o de bovinos e aves, cujas razões são compostas por milho.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, disse ontem que os países da América do Sul, grandes produtores e de alimentos e de energia, devem estar atentos para que não terminem sendo responsabilizados pela instabilidade econômica nos países desenvolvidos. "Há muita coincidência entre a crise da especulação imobiliária nos Estados Unidos, que envolve bancos europeus, e a situação atual", disse Lula, diante dos presidentes do Mercosul, além dos sócios do bloco, Chile e Bolívia.
Lula disse que o Mercosul precisa fazer uma discussão verdadeira sobre a crise alimentar. Sobre o impacto dos biocombustíveis na produção de alimentos, ele enfatizou que o bloco deve analisar este tema como de longo prazo e criticou que os subsídios das potências tenham limitado a oferta de alimentos.
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Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
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