Dinheiro
02/07/2008 - 14h38

G8 e produtores precisam frear preços de petróleo e alimentos, diz Banco Mundial

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da France Presse, em Washington

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, pediu nesta quarta-feira ao G8 (grupo dos sete países mais ricos e a Rússia) que atuem junto aos produtores para controlar a alta do petróleo e dos alimentos, que pode levar a "uma situação perigosa".

"O que observamos hoje não é uma catástrofe natural --uma tsunami ou um furacão-- e sim uma catástrofe gerada pelo homem e que, por isso, deve ser controlada pelo homem", afirmou Zoellick. "Convoco os países membros do G8, em ação conjunta com os principais produtores de petróleo, a atuar para atacar esta crise", acrescentou, em declarações feitas dias antes da abertura da cúpula do grupo.

"Trata-se de um teste para o sistema mundial em termos de ajuda aos mais vulneráveis e não se pode permitir o fracasso", afirmou.

O presidente do Banco Mundial insistiu quanto às conseqüências do aumento dos preços do petróleo e dos alimentos para as populações pobres.

"Já vimos os tumultos que explodiram em dezenas de países e o descontentamento quanto aos preços dos combustíveis está a caminho de se propagar", advertiu.

O FMI (Fundo Monetário Internacional) avalia a alta mundial de preços de alimentos e de combustíveis pode levar diversos países de renda média e baixa a uma "situação-limite", no relatório "Preços de Alimentos e Combustíveis - Desenvolvimentos Recentes, Impactos Macroeconômicos e Ações Políticas", divulgado nesta terça-feira (1º).

O Fundo afirma também que o impacto nos preços tem sido reforçado por outros fatores, como crescente demanda por biocombustíveis e restrições a políticas de livre comércio, em especial as relativas ao cultivo de arroz. Segundo o FMI, a crescente produção de álcool à base de milho provocou cerca de 75% do aumento do consumo mundial de milho em 2006 e 2007, o que não apenas provocou aumento dos preços de milho, mas também o de outros alimentos, como o de bovinos e aves, cujas razões são compostas por milho.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, disse ontem que os países da América do Sul, grandes produtores e de alimentos e de energia, devem estar atentos para que não terminem sendo responsabilizados pela instabilidade econômica nos países desenvolvidos. "Há muita coincidência entre a crise da especulação imobiliária nos Estados Unidos, que envolve bancos europeus, e a situação atual", disse Lula, diante dos presidentes do Mercosul, além dos sócios do bloco, Chile e Bolívia.

Lula disse que o Mercosul precisa fazer uma discussão verdadeira sobre a crise alimentar. Sobre o impacto dos biocombustíveis na produção de alimentos, ele enfatizou que o bloco deve analisar este tema como de longo prazo e criticou que os subsídios das potências tenham limitado a oferta de alimentos.

Comentários dos leitores
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
4 opiniões
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Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Os paises ricos são uma piada mesmo. Enquanto eles destroem a Terra, querem que os paises emergentes alimentem aqueles que os ricos destroem. Devem os emergentes ajudar os pobres sim... mas os ricos deveriam e vão morrer de fome um dia. sem opinião
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