Mantega nega que governo tenha teto para crescimento do crédito
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira que as medidas já adotadas pelo governo vão ajudar a reduzir o ritmo de crescimento do crédito, mas negou que haja uma meta para essa expansão.
"O governo não tem meta para o crédito", disse Mantega durante audiência pública na Câmara dos Deputados.
Segundo ele, o crédito tem crescido no Brasil nos últimos quatro e cinco anos a uma taxa em torno de 25% a 30%, patamar que deve cair com a alta dos juros e do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) promovidas nesse ano.
"É claro que, para combatermos a inflação, temos de moderar um pouco o crescimento do crédito. Ao invés de crescer 30%, crescer 25%. Evidentemente essas medidas do Banco Central, como aumento de juros, e o aumento do IOF que nós fizemos, tudo isso diminui um pouco o crédito", afirmou.
Segundo a pesquisa mensal de crédito do BC, o volume de empréstimos bateu recorde nos cinco primeiros meses do ano e chegou a R$ 1,044 bilhão. Isso representa um crescimento de 32,4% nos últimos 12 meses.
Esse valor corresponde a 36,5% do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país). A expectativa do BC é que o percentual termine o ano em 40% do PIB, acima do nível recorde de janeiro de 1995, quando estava em 36,8%.
Leia mais
- Renda fixa é a melhor aplicação de junho; Bovespa é a pior
- Governo vai combater inflação sem esculhambar economia, diz ministro
- Classe C cresce para 44% e impulsiona consumo e serviços, diz pesquisa
- BC vai autorizar banco estrangeiro a ter conta em reais no Brasil
Livraria da Folha
- Livros da "The Economist" decifram os segredos da economia e da negociação
- Confira as vantagens e desvantagens do cartão de crédito
- Grandes pensadores revelam os segredos para um bom negócio
Especial

