Petróleo chega a US$ 146 em Londres; barril passa de US$ 145 em NY
da Folha Online
O petróleo atingiu novos recordes nesta quinta-feira. Na Europa, o barril do petróleo Brent, negociado em Londres bateu a marca de US$ 146,69, enquanto em Nova York o barril do petróleo cru para entrega em agosto chegou à marca de US$ 145,85.
O ministro do Petróleo da Arábia Saudita disse nesta quinta-feira que a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) não tem planos imediatos de expandir a produção porque não há necessidade de fazê-lo. Ele, no entanto, disse estar preocupado com o nível de preços atual e sugeriu que a Arábia Saudita está pronta para elevar a produção se os fundamentos do mercado mostrarem alguma alteração --como a demanda superando a oferta.
No momento, "todos os nossos clientes estão satisfeitos e felizes", disse Naimi, durante o 19º Congresso Mundial do Petróleo.
Ontem o preço da commodity já havia cravado marcas recorde : durante o dia, o barril havia chegado a US$ 143,91 e no fechamento o preço ficou em US$ 143,57.
Além da queda no valor do dólar e a tensão entre Irã e Israel, o fator mais recente a pressionar o valor é a expectativa de alto consumo de combustível nos EUA durante o feriado prolongado do Dia da Independência, nesta sexta-feira (4).
O relatório semanal de estoques do Departamento de Energia dos EUA, divulgado ontem, mostrou uma queda de 2 milhões de barris nas reservas americanas, que ficaram em 299,8 milhões de barris --a expectativa era de uma queda menor, de 1,2 milhão de barris. A queda nas reservas americana indica aumento da demanda por petróleo no seu maior consumidor mundial. Com demanda em alta, os preços tendem a subir.
Já as reservas de gasolina indicam um caminho contrário, o que pode fazer o preço do petróleo recuar até o final do dia. Aumentaram em 2,1 milhões de barris, atingindo 210,9 milhões de barris na semana passada. Os analistas esperavam queda de 500 mil barris. Mesmo assim, o preço médio da gasolina de atingir um novo recorde, chegando a US$ 4,092 por galão (3,785 litros) segundo a AAA (Associação Americana do Automóvel).
Hoje o BCE (Banco Central Europeu) elevou sua taxa de juros para 4,25% ao ano. Com a medida, a expectativa dos economistas é de que o valor do dólar sofra novas quedas diante da moeda européia. Como o barril do petróleo cru é negociado em dólares, uma desvalorização da moeda americana torna a commodity mais acessível a mais compradores --o que pressiona a demanda.
Nesta semana, o secretário geral da Opep, Abdalla Salem el Badri, disse que uma alta dos juros do Federal Reserve (Fed, o BC americano) poderia fazer com que os especuladores abandonassem o mercado petrolífero. Segundo ele, o dólar fraco é o fator que está por trás dos sucessivos recordes do petróleo nos últimos meses. O dólar poderia recuperar terreno diante do euro caso a taxa de juros do Fed fosse elevada (no último dia 25, o banco manteve a taxa em 2% ao ano). Em setembro do ano passado, quando o Fed reduziu sua taxa de juros em 0,5 ponto percentual, para 4,75% (a primeira redução de juros desde 2003), o barril estava no patamar de US$ 81.
O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, disse nesta terça-feira (1º) que "não há uma solução óbvia de curto prazo" para a disparada dos preços do petróleo. "Não há dúvida de que em nossos países e no mundo inteiro estamos sentindo o fardo dos preços altos do petróleo e dos alimentos", afirmou.
Irã
Ainda persistem os temores sobre a tensão entre Israel e Irã --segundo maior exportador da Opep (Organização dos Países exportadores de Petróleo). Ontem, oficiais do Departamento da Defesa em Washington disseram temer, em entrevista à rede de TV ABC News, que forças de Israel ataquem as instalações nucleares iranianas até o final deste ano. Um alto oficial do Pentágono citado pela rede de TV disse que há um 'aumento na probabilidade' de que Israel realizar um ataque, segundo o jornal israelense 'Haaretz'.
O ministro do Petróleo do Irã, Gholam Hossein Nozari, disse ontem em Madri --onde está para o Congresso Mundial de Petróleo-- que seu país reagirá 'com força' se for atacado. Em Nova York, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Manouchehr Mottaki, disse que o governo iraniano não descarta a possibilidade de restringir a passagem de navios petroleiros pelo estreito de Ormuz, se seu país for atacado.
O vice-almirante da 5ª Esquadra dos EUA, Kevin Cosgriff, disse que não permitirá que o Irã feche a passagem pelo estreito. A 5ª Esquadra fica baseada no Bahrein.
No último domingo, o ex-presidente iraniano Ali Akbar Hashemi Rafsanjani, disse à rede de TV 'Al Jazira' descartar um ataque de Israel às instalações nucleares do Irã, mas alertou que o país se arrependerá se decidir lançar um ataque contra seu país. No mês passado, o diário americano "The New York Times" publicou uma reportagem em que diz que autoridades norte-americanas informaram sobre um amplo exercício militar realizado por Israel, que pareceu ser o ensaio para um possível ataque a bomba contra as instalações nucleares do Irã.
Em um outro episódio, o ministro dos Transportes israelense, Shaul Mofaz, afirmou a um jornal local que um ataque ao Irã parecia 'inevitável' dado o aparente fracasso das sanções da ONU para impedir o acesso iraniano à tecnologia para a fabricação de bombas. O governo iraniano respondeu dizendo que o governo de Israel é 'perigoso' e perturba a segurança e a paz mundial.
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Especial


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Agora sim que a Venezuela, do Chávez doidão, vai para o buraco de uma vez.
Eles ao contrário do resto mundo estão entrando em profunda recessão, só agora.
Haviam conseguido se segurar pelas tabelas, graças ao petróleo.
Com a queda no valor do principal e único produto gerador de divisas de lá, e com apagões constantes e falta crônica de produtos de primeira necessidade acontecendo, a Venezuela pode estar entrando em franca bancarrota.
Seria o fim dos bolivarianos...
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EU QUERO SER O CANDIDATO PÓS-LULA E NÃO O ANTI-LULA. E mais uma declaração assim : O PRESIDENTE LULA SERÁ LEMBRADO PELO POVO BRASILEIRO DURANTE 100 ANOS. E já repetiu várias vezes ( quase todos os dais ) que não aceita ser candidato a vice numa chapa com o Governador José Serra. Ou seja, besta ele não é. Iria correr um risco enorme de ficar sem nada e portanto segundo ele, ou será candidato do partido a presidente ou será candidato ao senado. Está novo e tem muito tempo para se candidatar em 2.014 ou em 2.018.
E o governador José Serra ? Ah, esse aí vai empurrando com a barriga a sua decisão sobre o caminho a tomar. Ele está numa tremenda saia justa porque não sabe como dizer ao partido que não será candidato a presidente da república, mas que irá tentar a reeleição ao governo de São Paulo. Outro que não é nada besta. E assim vai seguindo um partido sem discurso, sem rumo, sem projetos e também sem candidatos para as eleições de 2.010. Eta desgraceira. O mais curioso é que, não só o Gov. Aécio Neves em entrevista ao João Dória Jr. como também outros politicos do partido dizerem que não podem deixar de jeito nenhum que, na campanha de 2.010, os governistas façam as comparações entre o atual governo e o do Sr. Fernando Henrique. Mas isso já está decidido e não existe lei no Brasil que proiba essa campanha. E a coisa vai ficando cada vez mais preta.
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