Uso da capacidade instalada da indústria começa a se estabilizar, aponta CNI
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
Pela primeira vez desde julho de 2006, o uso da capacidade instalada da indústria mostra estabilidade na comparação anual, aponta a pesquisa mensal da CNI (Confederação Nacional da Indústria).
O índice oscilou de 82,9% em abril para 82,8% em maio, de acordo com dados com ajuste sazonal. Os números sem ajuste mostram que a taxa passou de 83,1% em maio de 2007 para 83,2% em maio de 2008.
O aumento no uso da capacidade da indústria tem sido apontado pelo governo como uma das maiores preocupações como fonte de pressões inflacionárias. A avaliação é que o consumo cresce hoje a taxas maiores que a produção.
Para a CNI, essa avaliação não se reflete nos números apresentados hoje. Apesar de o nível ser valor recorde há vários meses, a confederação avalia que não há problema de oferta e que os dados mostram um aumento dos investimentos.
"A preocupação com a inflação é válida, mas a gente não observa a limitação na produção de produtos como um fator de pressão inflacionária. Isso não se deve à incapacidade da indústria de ofertar produtos. O uso da capacidade vem se mantendo em um nível alto e deve ficar perto do que aconteceu em 2007 e, dependendo da atividade econômica, pode ter até uma queda", afirmou.
Emprego
Segundo a CNI, o emprego na indústria cresceu 3,8% na comparação anual e subiu 0,2% em relação a abril. No ano, o avanço acumulado é de 4,5%. Já as horas trabalhadas na produção teve recuo de 0,1% em maio, mesmo percentual de queda de abril. No acumulado de 2008, porém, há crescimento de 5,8%.
"Os setores que mais crescem em produção são os que mais crescem em emprego também", disse.
A massa de salários também começa a crescer em um ritmo menor. O avanço de 4% em maio na comparação anual é a menor taxa desde novembro de 2007.
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