Dinheiro
03/07/2008 - 13h33

Fipe já prevê inflação acima de 6% para 2008 em SP

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DEISE DE OLIVEIRA
da Folha Online

Atualizada às 14h54

A estimativa de inflação para o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica) em 2008 ultrapassou os 6%, mas ainda está dentro da margem de tolerância para a meta de inflação do Banco Central neste ano.

Segundo divulgou a entidade nesta quinta-feira, o IPC fechará o ano em 6,35%, ante previsão anterior de 5,93%. Para o período, o BC estipulou meta de 4,5% para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), com margem de tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

"A alimentação vai ser, de novo, o fator que vai fazer com que a previsão fique muito boa ou muito ruim. Na previsão por grupos, a alimentação é a que está mais distante [elevada]", disse Marcio Nakane, coordenador da pesquisa, que prevê alta de 13% para os alimentos neste ano. "Para o ano, a previsão de 13% pode ser otimista, dado que no primeiro semestre já acumula alta de 8,27%. Com os 2,5% estimados para julho, já passa de 10%."

Para o mês de julho, a Fipe prevê inflação de 0,95%, ante os 0,96% de junho. Com o índice de 2,5%, o grupo Alimentação deverá ter mais uma vez a maior variação, porém menor que a do mês passado (2,87%).

Os outros grupos que devem desacelerar em julho são Habitação (de 0,30% em junho para 0,29% em julho) e Vestuário (de 0,55% para deflação de 0,2%).

Entre os grupos que devem acelerar o IPC em julho estão Transportes (para 0,22% ante 0,15% em junho), Despesas Pessoais (para 1,15% ante 0,8%), Saúde (para 1,6% ante 0,82%) e Educação (para 0,3% ante 0,08%).

"Em julho, os preços do vestuário sempre são menores. E no caso de Educação, há algumas mensalidades que acompanhamos e que são reajustadas neste mês", disse Nakane, que deixa a instituição neste mês.

Ano

Para chegar à estimativa de 6,35% para a inflação em São Paulo neste ano, a Fipe revisou também as projeções dos grupos pesquisados. A exemplo do ano passado, os alimentos serão os principais algozes da inflação em 2008. A Fipe elevou a previsão de 11% de alta de preços dos alimentos em 2008, feita no mês de junho, para 13% em julho.

Também foi revisada para cima a projeção anual do grupo Saúde, de 5,8% para 6,5% e de educação. Foram reduzidos, porém, os índices de Transportes (de 4,2% para 3,9%), e Vestuário (de 2% para 1,8%). As previsões para Habitação, Despesas Pessoais e Educação foram mantidas em 4,5%, 4,8% e 5,5%, respectivamente.

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Hoje é o desejo da maioria dos BRASILEIROS ter um carrinho na garagem, só que este desejo está ficando caro e muitos não aguentam o rojão e com isso fiacam com o nome sujo e se complicam tudo. sem opinião
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Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
É incrível como a popularidade de Lula se mantém com tamanha carga Tributária, IPVA, multa, taxas, pedágios etc... E ainda por cima o descompromisso para com projetos como o GNV. Hoje o preço do gas natural para veículos jogou por terra todo o investimento. Toda a indústria de peças e equipamentos e a rede de serviços desenvolvida em torno do GNV, de repente se vê orfã. Gente que fez plano de vida em torno disso vendo seus planos, que foram baseados em premissas apresentadas pelo governo, dando com os burros n'agua! O álcool que à época era caro pela irresponsabilidade do mesmo governo, hoje embora o custo elevado, ainda é mais em conta que o GNV. E os consumidores que acreditaram e transformaram seus carros para este combustível estão aí se fu... porque o governo não está nem aí para isso. Apenas o baixo custo do GNV justificava todo o transtorno da transformação que vai desde o peso e tamanho do equipamento até a menor performance do motor convertido e a obrigatoriedade da Inspeção Veicular cuja taxa antes R$80,00 hoje é de R$110,00 e se retirar, pasme! R$160,00. Também tem a validade de 5 anos para o cilindro cujo teste para revalidação antes era feito por R$80,00 e hoje!! R$250,00, sem falar em toda a burocracia que se enfrenta, e que é muito maior se você resolver retirar essa arapuca!
Já deu pra perceber o porque deste meu "estado de espírito", eu retirei o equipamento do meu carro e descobri isso tudo há 7 dias do prazo final!
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Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Discordo.
Quem mata mais são os maus condutores dos automóveis.
São pessoas despreparadas, sem nenhuma condição de conduzir um veiculo.
O carro não tem culpa nenhuma, pois, é uma máquina.
sem opinião
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