Barril da petróleo Opep bate quinto recorde seguido
da Efe, em Viena
O barril da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) atingiu o quinto recorde histórico consecutivo ao ser negociado na quinta-feira a US$ 140,73, US$ 0,79 a mais que na sessão anterior, informou hoje em Viena o secretariado do cartel.
O barril (de 159 litros) usado como referência pela Opep e calculado com base em uma mistura de treze qualidades de petróleo --uma para cada país-membro-- acumula uma alta anualizada de 102%.
O Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) e o Brent (do Mar do Norte), referências para Estados Unidos e Europa, respectivamente, também dispararam ontem, com novos recordes históricos em Londres e Nova York. O barril do WTI com vencimento em agosto fechou na quinta-feira negociado a US$ 145,29 por barril na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), que permanece fechada hoje devido às comemorações do Dia da Independência dos EUA.
Em Londres, após a abertura de hoje do ICE (Intercontinental Exchange Futures), o Brent era cotado a US$ 146,13 por barril.
Nos últimos dias, a commodity sofreu uma forte alta por atrair o capital de investidores especulativos que fogem de um dólar enfraquecido, assim como a crise entre Irã e Israel, que desperta o temor de cortes de fornecimento no Oriente Médio.
No entanto, "os preços subiram ontem apesar de o dólar ter se fortalecido graças a uma previsão de emprego nos Estados Unidos melhor do que a esperada", destacou hoje a empresa especializada JBC. Mas a decisão do BCE (Banco Central Europeu) de subir as taxas de juros em um quarto de ponto, até 4,25%, pode fortalecer o euro frente ao dólar, e contribuir para a alta do petróleo.
Também pesa nos mercados a firme postura da Opep de não modificar sua cota de produção antes da reunião prevista para 9 de setembro em Viena.
A Arábia Saudita, o maior exportador mundial de petróleo do mundo e considerada líder natural da Opep, insistiu ontem em Madri, onde terminou o 19º Congresso Mundial do Petróleo, que os altos preços não se devem a uma falta de oferta.
Segundo o ministro saudita do Petróleo, Ali al Naimi, o começo do século 21 foi uma etapa "tumultuada" para os mercados da commodity por uma série de fatores como a crescente demanda, instabilidade política, temor à mudança climática, o papel dos fundos especulativos nos mercados e o "pessimismo" sobre a suficiência dos recursos no futuro.
Leia mais
- Petróleo crava novo recorde e fecha acima de US$ 145 em NY
- Banco Mundial culpa biocombustíveis por alta dos preços dos alimentos
- Gazprom prevê barril de petróleo em US$ 250 "em breve"
- Juros do BCE e empregos nos EUA afetam Bolsas européias
- BCE insiste em que atuará para garantir a estabilidade de preços
- Petrobras e Mitsui criarão empresa conjunta para produzir álcool
Livraria da Folha
- Livros da "The Economist" explicam termos essenciais de economia e negociação
- Folha Explica o dólar e sua importância no mundo globalizado
- Veja como economizar energia e reduzir demanda por combustíveis fósseis
- Veja como escolher ações e encontrar o momento certo para comprar e vender
Especial


avalie fechar
Eu não sei ao certo o que poderá acontecer com a nossa estatal no futuro, mas eu torço para que ela se torne uma grande empresa.
avalie fechar
avalie fechar