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Dinheiro
04/07/2008 - 11h03

UE e Rússia estão otimistas sobre acordo bilateral em energia

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da Efe, em Bruxelas

A negociação para o estabelecimento de um novo acordo que regule as relações entre União Européia (UE) e Rússia começou nesta sexta-feira com perspectivas otimistas, segundo os chefes das duas delegações, que ressaltaram que o capítulo energético é um dos "mais promissores".

O diretor-geral de Relações Exteriores da Comissão Européia (CE), Eneko Landaburu, e o embaixador russo na UE, Vladimir Chizhov, destacaram que a relação bilateral requer um novo auge legal, que cubra o diálogo político e a segurança exterior.

Também disseram que a medida deve abranger questões comerciais e econômicas, bem como as vinculadas às áreas de pesquisa, educação e cultura.

Em entrevista ao final do primeiro encontro negociador, ambos os diplomatas se recusaram a fixar uma data limite para a obtenção do acordo.

As duas delegações concordaram em voltar a se reunir em setembro, antes da próxima cúpula UE-Rússia.

O embaixador russo explicou que o objetivo do país nesta negociação é alcançar um acordo melhor que o atual, que ficou defasado, mas garantiu que não é necessário que este seja muito extenso.

"Basta ter um texto conciso, legalmente vinculativo, que possa servir de base para acordos setoriais, como o tronco de uma árvore ao ganhar novos galhos", disse Chizhov.

Landaburu indicou que a UE pretende se aprofundar em algumas áreas que, no texto atual, foram pouco desenvolvidas.

Os dois diplomatas também se referiram à negociação em curso para a adesão da Rússia à OMC (Organização Mundial do Comércio), um assunto independente, mas cujos resultados serão levados em conta para a elaboração do acordo bilateral.

O âmbito energético é um dos mais relevantes na relação bilateral, já que a Rússia é um dos principais fornecedores da UE, com 16% do petróleo e 20% do gás consumidos provenientes da Rússia.

A Rússia destina aos 27 países do bloco 53% de suas exportações de petróleo e 62% das de gás.

Chizhov ressaltou que "não há razão para não ser otimista também nesta área", a qual considerou, inclusive, como "uma das mais promissoras". Landaburu assegurou compartilhar o otimismo de seu colega e apontou que a negociação sobre política energética tem um alcance muito amplo.

 

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