Dinheiro
04/07/2008 - 16h26

Brasil perde espaço para Argentina e México na exportação de veículos

KAREN CAMACHO
Editora-assistente de Dinheiro da Folha Online

A indústria automotiva instalada no Brasil vem perdendo mercado na exportação de veículos enquanto que seus concorrentes no mercado internacional, principalmente Argentina e México, ampliam as vendas. Entre os motivos está a pressão cambial, com a desvalorização do dólar, além do aumento na competição com outros países.

O movimento não chega a comprometer a produção local, já que o mercado doméstico está super aquecido e chega a pressionar a capacidade instalada das empresas, mas preocupa o setor, que defende maior presença internacional dos carros produzidos no Brasil. O maior comprador do Brasil é a Argentina, com participação de cerca de 30%.

De janeiro a abril deste ano, o Brasil registrou queda de 4% nas unidades exportadas. No mesmo período, em média, os demais países anotaram crescimento de 5% nos veículos embarcadas. Em 2007, enquanto o Brasil registrou queda de 6,8% na exportação, os concorrentes marcaram aumento de 11,5%.

Outros fatores possíveis para tal movimento. Nem todos os países tem a demanda local tão aquecida quando o Brasil, o que favorece as vendas externas. Algumas empresas também aproveitam suas unidades na América Latina para produzir modelos e, depois, trazê-los ao Brasil.

As empresas instaladas aqui não registraram perda de receita no primeiro semestre deste, pelo contrário. Foram US$ 6,873 bilhões, um aumento de 11,8% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado.

Importação

Na outra ponta, a participação dos importados entre os veículos vendidos no Brasil chegou a 12,8% em junho deste ano, contra 7,5% em junho de 2006, por exemplo.

Foram 32.765 veículos importados vendidos no Brasil no mês passado, alta de 66,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

No primeiro semestre as vendas somam 175.167 unidades, crescimento de 64,4% em relação ao mesmo intervalo de 2007.

Comentários dos leitores
Roberto Minadeo (1) 06/06/2008 08h36
Roberto Minadeo (1) 06/06/2008 08h36
Penso que assim como a drástica redução do IPI para veículos de até mil cilindradas fez dobrar o tamanho da indústria automobilística entre os anos de 1990 e 1995, agora algo precisa ser feito para aumentar fortemente a produção dos modelos mais caros, não só pensando no mercado interno, porém, prevendo a forte concorrência chinesa que está às portas, nos modelos mais baratos.
Nem é preciso lembrar a importância de um aumento desse mercado formado pelos veículos de R$ 50 a R$ 80 mil para o crescimento de inúmeras outras indústrias fornecedoras.
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Mauro Cesar Squariz Filho (12) 05/06/2008 13h39
Mauro Cesar Squariz Filho (12) 05/06/2008 13h39
RIBEIRAO PRETO / SP
Pena que o imposto no brasil nos carros é o maior do mundo, se baixasse a alíquota de imposto as pessoas comprariam mais carros, o governo arrecadaria mais impostos e sobraria mais dinheiro para a população gastar em outros produtos e serviços.
Para ter uma idéia no Chile o preço da carro é metade do preço no brasil, nos EUA é quase um terço.
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Eduardo Garcia (2) 30/04/2008 15h49
Eduardo Garcia (2) 30/04/2008 15h49
CAMPINAS / SP
É fácil culpar o empresariado pelos preços altos. Se esqueceram que os tributos encarecem em quase 50% o preço de uma veículo ? Ruim é o nosso governo, gstador compulsivo e mal administrado... E quem "paga a conta" nem percebe - ou pior - faz questão de fazer que não percebe... Triste país... 3 opiniões
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