Publicidade

Dinheiro
07/07/2008 - 09h24

ONU e Banco Mundial exigem do G8 resultados em combate à crise alimentícia

Publicidade

da Efe, em Toyako (Japão)

O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, e o presidente do Bird (Banco Mundial), Robert Zoellick, pediram nesta segunda-feira ao G8 (grupo dos sete países mais ricos do mundo e a Rússia), reunido para uma cúpula no Japão, "resultados, e não mais promessas", para enfrentar atual a crise dos alimentos.

Em entrevista coletiva conjunta, ambos se referiram especialmente à difícil situação econômica vivida na África, que ocupou hoje os debates do primeiro dia da cúpula do G8 em Hokkaido (norte do Japão).

Zoellick considerou que a crise alimentícia é causada por vários fatores, dentre os quais se encontram, embora não unicamente, os biocombustíveis elaborados a partir do milho.

"Não precisamos de mais promessas", apontou o secretário-geral da ONU, para quem o mundo enfrenta atualmente três crises interconectadas: a mudança climática, as emergências de desenvolvimento e a crise alimentícia.

O presidente do Bird, por sua vez, apontou que é preciso que os líderes do grupo alcancem "resultados" na reunião de três dias iniciada hoje. "O G8 deve levar esperanças, pois não temos tempo a perder", acrescentando um pedido de aumento da assistência alimentícia, assim como o fim às restrições à importação de alimentos.

Ban Ki-moon pediu ao G8 que não volte atrás nas promessas que fez em cúpulas anteriores, e advertiu que o desenvolvimento da África requereria ajudas no valor de ao menos US$ 62 bilhões para o combate às doenças infecciosas.

Na reunião de Gleneagles, em 2005, o G8 se comprometeu a aumentar para US$ 25 bilhões a assistência à África até 2010, que depois seria duplicada até US$ 50 bilhões, mas há especulações de que haverá uma volta atrás nesse último acordo durante a reunião de Hokkaido.

Comentários dos leitores
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
avalie fechar
O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
4 opiniões
avalie fechar
Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Os paises ricos são uma piada mesmo. Enquanto eles destroem a Terra, querem que os paises emergentes alimentem aqueles que os ricos destroem. Devem os emergentes ajudar os pobres sim... mas os ricos deveriam e vão morrer de fome um dia. sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (199)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca