Dinheiro
07/07/2008 - 11h30

CE proporá fundo para agricultores de países emergentes

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da Efe, em Bruxelas

A Comissão Européia (CE), braço executivo da União Européia, proporá nesta terça-feira a criação de um fundo de 1 bilhão de euros (cerca de US$ 1,6 bilhão) para ajudar os agricultores dos países em desenvolvimento devido à atual crise alimentícia mundial.

O fundo será financiado com o dinheiro economizado da PAC (Política Agrícola Comum). Bruxelas calcula que, em 2008, podem ser economizados 750 milhões de euros e, em 2009, 250 milhões, explicou hoje um porta-voz da CE.

A idéia é destinar as economias dos fundos aos agricultores europeus para medidas como compra de sementes, adubos ou outras atuações que contribuam para potenciar a agricultura nos países pobres.

O presidente da CE, José Manuel Durão Barroso, confirmou hoje a criação do fundo em Hokkaido (Japão), durante a reunião dos líderes do G8 (grupo dos sete países mais ricos do mundo e a Rússia), em que um dos assuntos debatidos será a crise alimentícia mundial.

A CE considera que dentro da PAC, que tem um orçamento anual de 55,8 bilhões de euros, há margem para ajudar a agricultura dos países em desenvolvimento.

O dinheiro disponibilizado pela CE será obtido, por exemplo, de medidas de apoio não utilizadas na UE, como a compra pública de excedentes de colheitas, que não é efetuada atualmente.

O dinheiro do fundo poderá ir diretamente para o governo de um país em desenvolvimento, no caso de haver projetos avançados, ou para organizações internacionais.

A proposta que prevê a criação do fundo em favor da agricultura em países menos desenvolvidos foi preparada pelos serviços da comissária européia de Agricultura, Mariann Fischer Boel, e do comissário europeu de Desenvolvimento, Louis Michel.

Esta idéia foi debatida na última cúpula de chefes de Estado e de governo da UE, em junho. A proposta que será apresentada amanhã pela CE, em sua reunião semanal, deverá ser aprovada pelo Conselho de ministros da UE.

Comentários dos leitores
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
4 opiniões
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Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Os paises ricos são uma piada mesmo. Enquanto eles destroem a Terra, querem que os paises emergentes alimentem aqueles que os ricos destroem. Devem os emergentes ajudar os pobres sim... mas os ricos deveriam e vão morrer de fome um dia. sem opinião
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