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Dinheiro
07/07/2008 - 15h47

Investimento em imóveis cai 44% no primeiro semestre na Europa

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da Agência Lusa, em Londres

O investimento direto em imóveis na Europa ficou em 69 bilhões de euros na primeira metade de 2008, um recuo de 44% na comparação com o mesmo período de 2007, segundo a consultoria de investimentos e serviços imobiliários Jones Lang LaSalle.

Em nota divulgada nesta segunda-feira, a empresa informou que o investimento em imóveis no Reino Unido, na Alemanha e na França, que tradicionalmente representa dois terços do total das operações na Europa, registrou um recuo de 60% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Com a redução de 35 bilhões de euros no volume do investimento nesses países, sua participação caiu para pouco mais da metade do total do continente europeu na primeira metade do ano.

No Reino Unido, foram registrados 8 bilhões de euros em operações com imóveis no segundo trimestre do ano, contra nove bilhões no primeiro.

Alguns mercados menores, como Bélgica, Finlândia, Holanda, Espanha e Suécia, demonstraram ser mais flexíveis e aumentaram a participação nas operações de compra e venda de imóveis na Europa, indica a nota da Jones Lang LaSalle.

Os mercados do Centro e do Leste da Europa também têm demonstrado alguma capacidade de resistência e registraram um investimento total de 4 bilhões de euros na primeira metade de 2008, graças, sobretudo, à robustez do mercado russo, acrescentou a empresa.

Segundo os cálculos da Jones Lang LaSalle, o investimento trans-fronteiriço continuou representando quase 60% da atividade total do setor nos seis primeiros meses do ano, em linha com a tendência dos últimos anos.

Tony Horrell, responsável pelos mercados de capitais europeus da Jones Lang LaSalle, afirmou que "a contínua escassez de liquidez nos mercados da dívida reduzirá o número de grandes operações e o tamanho das carteiras, razão pela qual se espera um volume total em 2008 cerca de 45% inferior ao total de 244 bilhões de euros do ano passado".

Horrell disse ainda que, apesar da falta de liquidez no setor bancário, continua existindo um capital "considerável" para investir nos mercados europeus.

"Em toda a região, surgem oportunidades específicas de compra a ritmo diferente, como resultado da evolução das condições de mercado. Estas estão surgindo pela necessidade que têm os investidores de refinanciar ou recapitalizar seus ativos com vista ao retorno financeiro", acrescentou Horrel.

 

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