Ministro vê resistência ao recuo de preços dos alimentos
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Em meio à crise mundial de alimentos, o ministro Reinhold Stephanes (Agricultura) admitiu nesta segunda-feira que "dificilmente" o preço dos gêneros alimentícios vai sofrer redução no país nos próximos meses. Depois de participar de sessão solene na Câmara nesta segunda-feira, Stephanes reconheceu que o preço dos alimentos não vai retomar aos patamares registrados antes da crise.
"Foi um fenômeno global que elevou os preços e dificilmente eles recuarão para o antigo patamar. Poderemos ter ajuste para baixo, algo em torno de 5 a 10%, mas não acredito que vão recuar mais que isso", afirmou.
Em um tom pessimista, o ministro disse acreditar no surgimento de novas crises que poderão ampliar o preço dos alimentos no país, ao contrário do que prevê o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na avaliação do presidente, a safra agrícola deste ano poderia reduzir os preços aos índices que se encontravam antes da crise.
"Acho que, dentro de dois ou três anos, se continuar a demanda por alimentos, energia e petróleo, vejo chances de um novo choque para cima", reconheceu Stepnahes.
O ministro disse, porém, que os alimentos não podem ser apontados como responsáveis pela crise econômica mundial que resultou na alta inflacionária no país. "De forma alguma e em hipótese nenhuma. Quem disser isso está na direção errada. O petróleo triplicou seus preços, sendo então o primeiro ponto de pressão. O aumento dos preços dos alimentos não chegou a 30% no mercado interno. Se há vilão, não são os alimentos. Eles participam do processo, mas não são o vilão da inflação", afirmou.
Crise
Apesar do pessimismo, o ministro disse que o país está preparado para enfrentar uma nova crise internacional --embora não seja capaz de solucionar o problema que atinge todo o mundo. "Somos auto-suficientes na produção agrícola e tentamos minorar, mas não resolveremos o problema."
Stephanes disse ser favorável à implementação de políticas que reduzam a dependência brasileira no campo de defensivos agrícolas, o que na sua previsão poderá ocorrer este ano.
"O problema mais dramático são os defensivos. Se dependemos da importação do potássio em 90% e houver problema lá fora, podemos ficar sem item básico para a produção. Já discutimos isso com o governo, já se falou isso em nível ministerial. Até o final do ano, quem sabe, poderemos ter novidade."
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Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
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