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Dinheiro
08/07/2008 - 11h59

Agências da ONU pedem aos líderes do G8 que lutem contra a fome

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da Efe, em Roma (Itália)

Três agências das Nações Unidas com sede em Roma exigiram dos líderes do G8 (grupo dos sete países mais desenvolvidos e a Rússia) "um impulso decisivo na luta contra a fome", segundo um comunicado conjunto divulgado nesta terça-feira.

Na nota, a FAO (Organização da ONU para a Agricultura e a Alimentação), o Fida (Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola) e o PMA (Programa Mundial de Alimentos) pediram aos líderes do G8 que se comprometam com "uma nova revolução verde".

Essa revolução deve consistir no desenvolvimento agrícola dos países pobres através de "um forte aumento do financiamento público", segundo o comunicado.

Os responsáveis das três agências da ONU lembram que uma das principais causas da atual crise alimentícia mundial é a forte queda dos investimentos agrícolas durante as últimas três décadas.

Nos últimos 30 anos, o total da ajuda oficial ao desenvolvimento destinado à agricultura caiu de 17% para cerca de 3%.

"A cúpula do G8 no Japão pode servir para dar um empurrão decisivo à luta contra a fome e a pobreza, ao investir a tendência e dirigir uma porcentagem muito maior da ajuda ao desenvolvimento ao setor rural e agrícola", dizem o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, o presidente do Fida, Lennart Bage, e a diretora-executiva do PMA, Josette Sheeran.

Essa decisão "conseguiria acelerar a estratégia contra a fome contida na declaração adotada por 180 países e pela comunidade européia na cúpula sobre segurança alimentar, realizada em Roma, em junho de 2008".

O objetivo da estratégia é "recuperar a agricultura sustentável como um fator-chave no desenvolvimento e aproveitar a enorme energia latente dos pequenos camponeses e dos pobres do mundo".

Significaria lançar uma nova revolução verde, "com o objetivo de duplicar a produção mundial de alimentos em meados deste século e poder alimentar uma população que deve alcançar os 9 bilhões de pessoas".

Isso significa que "a agricultura do amanhã tem que começar hoje", segundo os responsáveis dos três organismos da ONU.

Diouf, Bage e Sheeran disseram que é possível aproveitar pelo menos um efeito positivo da alta dos preços dos alimentos, porque, "durante os próximos dez anos, os preços elevados farão com que a agricultura seja atrativa para os investidores privados".

Comentários dos leitores
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
4 opiniões
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Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Os paises ricos são uma piada mesmo. Enquanto eles destroem a Terra, querem que os paises emergentes alimentem aqueles que os ricos destroem. Devem os emergentes ajudar os pobres sim... mas os ricos deveriam e vão morrer de fome um dia. sem opinião
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