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Dinheiro
08/07/2008 - 13h38

Petróleo registra queda com redução das preocupações sobre oferta

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da Folha Online

O preço do petróleo opera em queda nesta terça-feira. Os investidores aproveitaram os altos preços para vender contratos da commodity. As preocupações menores sobre a oferta mundial da commodity ajudaram o preço a ceder, mas analistas consideraram o recuo uma correção com efeito temporário e os preços podem voltar a subir em breve.

Às 13h20 (em Brasília), o barril do petróleo cru para entrega em agosto, negociado na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), estava em baixa de 3,47%, cotado a US$ 136,47. Até o horário, o preço máximo atingido pelo barril era US$ 142,44 e o mínimo, US$ 135,14 --uma redução de quase US$ 10 em relação ao recorde mais recente atingido pela commodity, US$ 145,85, durante as negociações do último dia 3.

Em Londres, o barril do petróleo Brent chegou a ser cotado a US$ 136,57 --na semana passada, o preço chegou a US$ 146,69.

"A queda dos ativos mundiais, que sofrem com a falta de confiança no crescimento econômico tanto nos países desenvolvidos como nos emergentes ajudou a iniciar a retração nos mercados de energia", disse em um comunicado o diretor de pesquisa de mercado da Tradition Energy, Addison Armstrong, segundo a agência de notícias Associated Press (AP).

O analista Stephen Schork disse, segundo a AP, que as previsões de que o barril chegaria a US$ 150 não parecem mais tão imediatas, mas acrescentou que "já vimos esse filme antes: os preços enfraquecem um pouco e logo volta a disparar".

Os líderes do G8 (grupo dos sete países mais industrializados e a Rússia) expressaram hoje preocupação com o alto preço do petróleo e dos alimentos, e com as conseqüentes pressões inflacionárias que representam "um sério desafio" para a economia mundial. Ao término de sua sessão em Hokkaido (norte do Japão), os representantes dos países mais ricos do mundo pediram às nações produtoras de petróleo e às consumidoras que dialoguem para diminuir o preço da commodity.

Apesar da ligeira valorização do euro sobre o dólar hoje na Europa, a modesta recuperação que a moeda americana vem mostrando nos últimos dias também tem ajudado na queda do petróleo. O euro subiu hoje no fechamento no mercado de Frankfurt e ficou em US$ 1,5680, frente ao US$ 1,5665 de ontem. O BCE (Banco Central Europeu) fixou hoje o câmbio oficial do euro em US$ 1,5687.

Na semana passada, o BCE (Banco Central Europeu) elevou sua taxa de juros para 4,25% ao ano. O presidente do banco, Jean-Claude Trichet, nos comentários que fez após o anúncio da decisão, disse que não há certeza sobre outras altas de juros.

Hoje o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, negou que haja a possibilidade de uma guerra entre seu país e os Estados Unidos ou Israel. "Garanto que não haverá nenhuma guerra no futuro", disse.

Unidades aéreas e navais da Guarda Revolucionária do Irã realizaram manobras militares no Golfo Pérsico hoje. Os soldados do setor de elite das Forças Armadas iranianas ensaiam exercícios com diferentes tipos de mísseis, segundo informou a emissora de TV Alalam. As manobras começaram nesta segunda-feira, um dia após exercícios militares das forças dos EUA, Reino Unido e Barein na região. O exercício militar aumenta a tensão no golfo causada pelas ameaças de Teerã de bloquear o Estreito de Ormuz, caso o Irã seja atacado.

As declarações, no entanto, continuam hostis: o assessor do aiatolá Ali Khamenei (líder supremo iraniano), Ali Shirazi, afirmou que o Irã atacará Israel e a frota militar norte-americana no Golfo em resposta a qualquer agressão dos Estados Unidos, segundo a agência Fars.

Na sexta-feira (4), o governo iraniano apresentou uma resposta à oferta de incentivos oferecida pela comunidade internacional para que o país suspenda o enriquecimento de urânio. A agência de notícias iraniana Irna informou que a resposta foi "construtiva" e "criativa".

O alto representante para Política Externa e Segurança Comum da UE (União Européia), Javier Solana, recebeu a resposta das autoridades iranianas à proposta apresentada em 14 de junho. Ele iniciou agora um "processo de consultas" com todos os países signatários da proposta apresentada ao Irã.

Comentários dos leitores
juarez honorato Martins (50) 10/12/2009 10h30
juarez honorato Martins (50) 10/12/2009 10h30
Começou a divisão do BOTIM. As reservas petroliferas do Iraque serão divididas entre os que invadiram o país. Na ocasião diziam que não brigavam por oleo, mas agora fica claro que eles queriam era se apossar dos recursos minerais do Iraque. QUEM DÁ MAIS? sem opinião
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Ricardo Perrone (52) 09/12/2009 20h27
Ricardo Perrone (52) 09/12/2009 20h27
Iraque: "Na corrida pela exploração/petróleo das novas áreas estão companhias americanas, incluindo ExxonMobil e Chevron, japonesas, russas, britânicas, chinesas, indianas, italianas e francesa." Ai está o verdadeiro motivo de derrubarem Saddam! Não existem Guerras com interesse humanitários ou mesmo de libertar ninguém. Esse papo furado de libertar o povo iraquiano da tirania nem analfabeto cai. Querem proteger o iraque dos ataques da Al-Qaeda, mas quem vai proteger o povo iraquiano do "ataque" das empresas estrangeiras sobre a maior riqueza do país, que é o petróleo? O Iraque não deveria pagar pela reconstrução do país após o início dessa Guerra! Essa conta deveria ir para a Casa Branca, que organizou toda essa bagunça criminosa no Iraque. sem opinião
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Roberto Numata (4) 09/12/2009 20h07
Roberto Numata (4) 09/12/2009 20h07
Enqto o petrol estiver em 70/80U$ o barril, nenhuma alternativa ira vingar,pq a questao eh economica e essa sera a resposta da OPEP pra q nao mude a matriz energetica(elevar a producao ateh a exaustao) E a proposta de Copennhagen que eh ate 2050 eh totalmente utopica, precisamos de medidas que sejam verificadas plurialmente, o q vira por ai eh conversa pra boi dormir sem opinião
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