G8 mantém grupo sem emergentes para cúpula de 2009
da Ansa, em Toyako
O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, anunciou nesta terça-feira que o G8 (grupo dos sete países mais industrializados e a Rússia) aprovou a proposta de manter "a mesma composição" para a cúpula de 2009, sem integrar os países emergentes.
"Durante a reunião do Grupo dos Oito de hoje foi votada por unanimidade minha proposta de manter a mesma composição para o próximo G-8 de 2009, que acontecerá na ilha de La Maddalena [na Sardenha, Itália]", afirmou Berlusconi.
O chefe do governo, durante uma entrevista coletiva paralela à cúpula do G8, explicou que foi rechaçada a proposta francesa de ampliar o grupo aos países emergentes, entre os quais, Brasil e México. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, apresentará uma proposta para expandir o G8 a outras economias emergentes relevantes, no marco da cúpula anual do grupo.
Berlusconi afirmou na segunda-feira que "a maioria quer manter esta composição [atual] do G8, que possui a vantagem de não ter um número de presenças excessivas, permitindo assim falar de modo franco e direto".
A proposta de Sarkozy, de incluir México, Brasil, China, Índia e África do Sul --o chamado G5 -- no grupo dos países mais desenvolvidos do planeta, foi rejeitada na cúpula do Japão.
O G8 segue formado por Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Itália, Alemanha, Rússia e Japão. Berlusconi esclareceu na segunda-feira que considerava "justo fazer reuniões regulares ampliadas com esses cinco países".
Washington também se manifestou ontem, pela primeira vez de maneira direta, contra a expansão do grupo: "Não somos a favor da ampliação", disse o porta-voz do Conselho de Segurança da Casa Branca, Gordon Johndroe.
Reivindicação
As economias emergentes do G5 pediram nesta terça-feira a intervenção da comunidade internacional e da ONU (Organização das Nações Unidas) na crise dos alimentos. A reunião dos membros do G5 antecedeu o encontro que terão amanhã com o G8.
"É necessária a intervenção da comunidade internacional para desenvolver com urgência mecanismos úteis para fazer frente à alta dos preços e assegurar as previsões de desenvolvimento", disse o presidente mexicano, Felipe Calderón, durante a leitura de uma declaração conjunta ao término da reunião realizada em Sapporo (Japão).
Em relação à mudança climática, o G5, que são a maiores economias em desenvolvimento, afirmou em seu manifesto que "é essencial que os países desenvolvidos assumam a liderança para conseguir reduções ambiciosas e absolutas das emissões de gases do efeito estufa".
Com Efe.
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