Dinheiro
09/07/2008 - 08h42

Inflação sobe em junho e fica em 1,89%, maior desde 2003, diz FGV

da Folha Online

Atualizado às 9h39

O IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) subiu 1,89%, em junho --ligeira variação para cima em relação ao registrado em maio, 1,88%. Foi o maior índice desde janeiro de 2003, quando houve alta de 2,17%. No ano, o índice acumula alta de 7,14% e, nos 12 meses até junho, a alta acumulada foi de 13,96%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

A metodologia aplicada na apuração do IGP-DI é a mesma do IGP-M e do IGP-10 --usados no reajuste, por exemplo, de contratos de aluguel--, também apurados pela FGV, com a única diferença de ter um período de coleta diferente. O IGP-DI de junho foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 1º e 30 do mês de referência.

Entenda a diferença entre os principais índices de inflação

O IPA (Índice de Preços por Atacado) subiu 2,29%, contra 2,22% um mês antes. O índice relativo a Bens Finais desacelerou para 0,99%, contra 1,45% em maio. A principal contribuição para a desaceleração veio do subgrupo alimentos processados (de 3,13% em maio para 1,68% em junho). Excluídos os preços dos alimentos in natura e dos combustíveis, o índice desacelerou para uma alta de 0,52%, contra 1,28% um mês antes, na mesma comparação.

O índice do grupo Bens Intermediários subiu 2,59% em junho, ante 2,32% em maio, com destaque para o subgrupo materiais e componentes para a manufatura (de 0,99% para 1,90%). Excluídos os preços de combustíveis e lubrificantes para a produção, a alta foi de 2,41%, contra 1,88% um mês antes, na mesma comparação.

No estágio das Matérias-Primas Brutas, houve aceleração --de 2,96% em maio para 3,33% em junho, com destaques para soja em grão (0,62% para 10,17%), bovinos (3,98% para 11,29%) e laranja (-18,08% para -10,81%). Já os itens arroz em casca (15,98% para -2,80%), tomate (19,67% para -6,15%) e leite in natura (3,72% para 0,56%) desaceleraram.

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) desacelerou para 0,77%, contra 0,87% em maio. A maior contribuição para a desaceleração do índice partiu do grupo Alimentação (2,33% para 1,85%), com destaque para hortaliças e legumes (10,20% para 0,83%), panificados e biscoitos (5,12% para 1,61%) e laticínios (1,56% para 0,66%). Também desaceleraram os preços nos grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,81% para 0,58%) e Transportes (0,21% para 0,05%), com destaque para medicamentos em geral (1,39% para 0,23%) e óleo diesel (7,29% para 2,04%).

Já os grupos Habitação (0,18% para 0,33%), Vestuário (0,37% para 0,56%), Educação, Leitura e Recreação (0,34% para 0,37%) e Despesas Diversas (-0,08% para 0,36%) tiveram alta, com destaque para taxa de água e esgoto residencial (0,00% para 1,50%), acessórios do vestuário (-0,78% para 1,48%), show musical (-1,74% para 2,89%) e mensalidade para TV por assinatura (-1,23% para 1,05%). O núcleo do IPC subiu 0,44% em junho, repetindo a taxa referente ao mês de maio.

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) desacelerou para uma alta de 1,92% no mês passado, contra 2,02% em maio. Apenas o grupo Serviços teve alta (de 0,77% em maio para 1,43% em junho). A taxa do grupo Materiais recuou de 1,77% para 1,68%. O grupo Mão-de-Obra também desacelerou (de 2,50% em maio para 2,25% em junho). Foram decrescentes os impactos dos reajustes salariais nas cidades de Fortaleza, Brasília e São Paulo e crescentes em Goiânia, Curitiba e Florianópolis.

Comentários dos leitores
M Mig (285) 08/08/2008 15h27
M Mig (285) 08/08/2008 15h27
Reduzir a inflação é uma tarefa árdua, que vai e já esta exigindo sacrificios da população em geral. Graças a um deslize bastante sério do nosso governo teremos que conviver com as baixas do combate a inflação. 6 opiniões
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M Mig (285) 06/08/2008 11h59
M Mig (285) 06/08/2008 11h59
Juros altos, inadimplencia aumentando e pesando mais ainda no custo do crédito, população deslumbrada com a possibilidade de financiar um carro em quase dez anos e 100% de um imóvel se esquecendo de um pequeno detalhe chamado taxa de juros e o seu consequente aumento em razão do prazo e da ausência de valor de entrada... Enquanto isso compras com cartões corporativos continuam (já que não houve punidos por que não usufluir da fonte probida), inflação ainda sem controle (e o povão pagando a conta)...e o presidente que deveria segurar o rojão viajando para ver a abertura das olimpiadas... é o fim do mundo mesmo... um governo federal negligente, o povão entrando pelo cano e uma parcela da população alienadamente ainda apoiando o governo... 12 opiniões
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josé reis barata barata (1744) 22/07/2008 09h28
josé reis barata barata (1744) 22/07/2008 09h28
Correios e o monopólio fundado em união espúria.
Fusão da Brasil Telecom e da Oi (caso de delegacia mesmo e que o delegado Protógenes acertadamente e assim considerou), derivará em 49,8% de seu capital controlado pelo Governo.Recursos do povo, nosso, a serem entregues ao sabor da iniciativa privada, iniciativa cujo nome real é vontade de um grupo ou de alguns afortunados e que alimentam a corrupção.I-mo-ra-li-da-de!
E a saúde, segurança e educação ficam abandonadas.Sergipe, só para exemplificar: tomo conhecimento pela imprensa (sempre ela) de denúncia fundamentada em documentos, de que, quando a dengue matava a todos e todo dia, o "pobre" Estado destinou como auxílio para os municípios, poucas unidades de milhares (dois mil reais para cada); quando das festas juninas, forró, para festas e com bandas, dezenas de milhares (cinqüenta mil reais para alguns).
Concorrência ou monopólio são categorias econômicas cuja ocorrência está na natureza da atividade e não,por e como objetivos de políticas públicas ou de intervenções governamentais. O Estado, constituído pela sociedade, o foi por questões de autoridade e soberania, menos de economia política. A origem daquele e daquela é a família;desta, a união dos homens na fábrica e é precisamente contra aquela velha constituição patriarcal que a democracia protesta e se revolta.
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