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Dinheiro
09/07/2008 - 09h39

Sob pressão, governo pode trocar indicação para presidência do Cade

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da Folha Online

O governo federal pensa em rever a indicação do atual procurador-geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Arthur Badin, 32, ao cargo de presidente da autarquia, informou Julianna Sofia na edição de hoje da Folha. A reportagem completa está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL.

A mudança nos planos seria para evitar uma possível derrota no Senado, que tem que aprovar a indicação. A oposição no Senado já anunciou que votará contra o nome do Badin argumentando que ele tem pouca experiência. Setores empresariais também se opõem à escolha por seu estilo agressivo. Internamente no próprio conselho existem alas que consideram o procurador-geral pouco conciliador.

O nome do economista Enéas de Souza, 71, já surge como alternativa ao de Badin. Souza foi indicado pelo governo para ocupar uma vaga no Cade como conselheiro, já tendo sido sabatinado e aprovado pelos senadores em abril deste ano. No entanto, sua nomeação para o conselho ainda não foi liberada pelo Palácio do Planalto, o que seria uma estratégia do governo para ter uma carta na manga no caso de a indicação de Badin não prosperar.

A sabatina de Badin deverá ocorrer somente em agosto. Até lá, o governo deve reavaliar a situação e verificar se os focos de resistência a Badin podem levar a uma derrota. Nesse caso, a idéia seria retirar seu nome do Senado e enviar o do economista, que precisaria novamente ser aprovado pelos senadores para poder ocupar a presidência do Cade.

 

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