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Dinheiro
09/07/2008 - 11h00

Indústria prevê inflação maior e crescimento menor do PIB em 2008

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) prevê que a alta da inflação vai comprometer o ritmo de crescimento da economia brasileira em 2008.

A entidade divulgou nesta quarta-feira sua nova previsão trimestral para os principais indicadores econômicos nesse ano. A expectativa para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas pelo país) foi revista de 5% para 4,7%.

Para a CNI, o consumo das famílias brasileiras vai crescer menos (5,5% ante 7,5% da previsão anterior). Também haverá queda nos investimentos (de 14% para 10,5%). Já a previsão para o PIB da indústria foi mantida em 5%.

As novas estimativas se devem ao aumento da inflação. A CNI revisou sua previsão para o IPCA (índice oficial de preços do IBGE, utilizado como meta de inflação) de 4,7% para 6,4%. A meta para este ano é de 4,5%, podendo chegar a 6,5% na margem de tolerância.

"As medidas de política econômica voltadas à contenção da pressão inflacionária em especial a retomada de uma política monetária restritiva irão conduzir à desaceleração da economia", diz a CNI em nota.

Juros

Com a inflação em alta, a CNI espera que a taxa básica de juros termine 2008 em 14,25% ao ano. Hoje, a Selic está em 12,25% ao ano.

Apesar de a previsão ser de juros mais altos, a CNI avalia que a Selic teria de subir ainda mais se não fosse a política fiscal do governo, que prevê uma economia maior de dinheiro para pagar os juros da dívida, o chamado superávit primário.

"O fato novo está na maior consonância entre as políticas fiscal e monetária com o anúncio de elevação da meta de superávit primário para 4,3% do PIB", diz a CNI.

"O compromisso fiscal assumido pelo Executivo é uma ajuda importante na contenção do crescimento da demanda interna e divide com o Banco Central o ônus do combate à inflação, o que deverá limitar a intensidade de elevação dos juros."

Dólar em queda

A CNI avalia que os juros mais altos vão continuar atraindo mais capital estrangeiro para o país, o que deve ajudar na valorização do real em relação à moeda norte-americana. A confederação prevê que o dólar vá terminar o ano em R$ 1,67.

Com isso, a entidade revisou alguns números da balança comercial brasileira. As importações foram revistas de US$ 165 bilhões para US$ 170 bilhões. Foi mantida a previsão de exportações em US$ 190 bilhões.

A diferença entre importações e exportações (saldo da balança) caiu de US$ 25 bilhões para US$ 20 bilhões.

Esse saldo comercial menor deve aumentar o déficit na conta corrente do Brasil, indicador que mede as transações do país com o exterior na área de comércio, serviços e rendas. A previsão é de um déficit de US$ 20 bilhões neste ano.

Focus

As previsões estão próximas aos números divulgados na pesquisa semanal do Banco Central com o mercado financeiro, o relatório Focus.

Segundo o último relatório, divulgado na segunda-feira passada, os economistas prevêem um IPCA de 6,40%, Selic de 14,25% ao ano e um crescimento do PIB de 4,8% em 2008. A previsão do saldo da balança comercial é de US$ 22,81 bilhões. O mercado espera também um déficit em conta corrente de US$ 23,57 bilhões em 2008.

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Hoje é o desejo da maioria dos BRASILEIROS ter um carrinho na garagem, só que este desejo está ficando caro e muitos não aguentam o rojão e com isso fiacam com o nome sujo e se complicam tudo. sem opinião
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Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
É incrível como a popularidade de Lula se mantém com tamanha carga Tributária, IPVA, multa, taxas, pedágios etc... E ainda por cima o descompromisso para com projetos como o GNV. Hoje o preço do gas natural para veículos jogou por terra todo o investimento. Toda a indústria de peças e equipamentos e a rede de serviços desenvolvida em torno do GNV, de repente se vê orfã. Gente que fez plano de vida em torno disso vendo seus planos, que foram baseados em premissas apresentadas pelo governo, dando com os burros n'agua! O álcool que à época era caro pela irresponsabilidade do mesmo governo, hoje embora o custo elevado, ainda é mais em conta que o GNV. E os consumidores que acreditaram e transformaram seus carros para este combustível estão aí se fu... porque o governo não está nem aí para isso. Apenas o baixo custo do GNV justificava todo o transtorno da transformação que vai desde o peso e tamanho do equipamento até a menor performance do motor convertido e a obrigatoriedade da Inspeção Veicular cuja taxa antes R$80,00 hoje é de R$110,00 e se retirar, pasme! R$160,00. Também tem a validade de 5 anos para o cilindro cujo teste para revalidação antes era feito por R$80,00 e hoje!! R$250,00, sem falar em toda a burocracia que se enfrenta, e que é muito maior se você resolver retirar essa arapuca!
Já deu pra perceber o porque deste meu "estado de espírito", eu retirei o equipamento do meu carro e descobri isso tudo há 7 dias do prazo final!
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Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Discordo.
Quem mata mais são os maus condutores dos automóveis.
São pessoas despreparadas, sem nenhuma condição de conduzir um veiculo.
O carro não tem culpa nenhuma, pois, é uma máquina.
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Felipe Santos (176) 10/07/2008 08h54
Felipe Santos (176) 10/07/2008 08h54
Sr. Carlos Lobitsky a inflação tem suas causas no preço do petróleo e commodities, mas temos a demanda interna pressionando-a também, já que o Brasil sempre teve gargalos no seu meio produtivo. Nunca conseguimos crescer sem inflação por causa destes gargalos. O sr. parece entender de política, então me diga uma política tomada pelo governo para o crescimento sustentável do país. A única coisa feita até agora foi a manutenção na taxa de juros que é totalmente independente do governo. Agora, não tivemos a tão falada reforma tributária, os investimentos necessários para tornar o país eficiente não estão sendo feitos e sim só usados como campanha política. Bolsa-família não faz país nenhum crescer, o que faz gerar crescimento é tornar nossas empresas competitivas para que estas contratem e não só dependam da taxa de juros. Nossa participação no mercado internacional só vem caindo e çom certeza não é só por causa do dólar. A questão não é jogar contra o governo é faze-lo abrir os olhos, pois outra oportunidade foi perdida. sem opinião
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Felipe Santos (176) 07/07/2008 08h37
Felipe Santos (176) 07/07/2008 08h37
Agora vamos ver se o PT sabe administrar e governar mesmo, pois o cenário internacional mudou e como exaustivamente dito neste forum, o governo não aproveitou o momento bom da economia mundial para tomar decisões importantes para o Brasil, ao invez disto, só se gastou e se tomou medias com fins políticos, a única coisa feita foi a manutenção da taxa de juros. Poderiamos ter tornado a nossa industria eficiente, etc. O Brasil é tão frágil ainda que em poucos meses já se tem uma deterioração grande dos seus indicadores economicos. A inflação voltou, já se projeta crescimento abaixo da média da América Latina e toda aquela novela que já conhecemos e que tanto foi avisada e contada neste forum. 1 opinião
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M Mig (863) 30/06/2008 21h25
M Mig (863) 30/06/2008 21h25
Esse indice de crescimento é uma piada, já fomos passados para trás por varios paises considerados economicamente piores que o Brasil. Já ouvimos muitas histórias ou estórias sobre ter dinheiro para saldar a divida externa e recordes de arrecadação... mas na pratica ainda não vimos nada... só medidas com fins eleitoreiros e que não podem ser consideradas. Que tal investir em produção interna?? Afinal a melhoria no nivel de risco para investimentos extrangeiros tão festejada não pôs dinheiro no bolso do trabalhador.... mas investimentos internos sim... Alias, que o tal presidente olhar um pouco pelo trabalhador brasileiro ao invés de fazer tanta propaganda vã ?? 5 opiniões
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