Funcionários dos Correios não têm motivos para entrarem em greve, diz Costa
da Folha Online
O ministro Hélio Costa (Comunicações) disse nesta quarta-feira que não há motivo para que os funcionários dos Correios façam greve.
De acordo com ele, a empresa está cumprindo os acordos feitos com a categoria, principalmente em relação ao pagamento de um abono de 30% sobre o salário.
"Não precisa ir à greve. Greve a gente só usa em última instância, e infelizmente a greve nos Correios foi a primeira instância. Ao invés de discutir até o último momento, preferiu-se fazer uma greve que prejudica o país", disse Costa após audiência na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados.
O ministro lembrou ainda que há uma determinação da Justiça para que pelo menos 50% dos funcionários continuem trabalhando durante a greve. "Nós e a diretoria dos Correios estamos atendendo praticamente a todas as reivindicações", disse.
Reivindicação
A categoria reivindica, segundo a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), o cumprimento integral de um acordo assinado em novembro de 2007. Os principais pontos não cumpridos seriam a incorporação de 30% de adicional de periculosidade nos salários, negociação do plano de carreira e participação nos lucros.
Por sua vez, os Correios afirmam que o compromisso foi cumprido e mantêm o posicionamento de cortar o ponto dos grevistas.
Após os Correios entrarem com uma ação no TST classificando como 'abusiva' a paralisação, na segunda-feira, uma audiência de conciliação entre o sindicato e a empresa foi suspensa sem uma definição sobre a greve.
O presidente do TST, ministro Rider Nogueira de Brito, propôs intermediar pessoalmente a negociação mediante a volta de todos os funcionários da empresa ao trabalho. Duas reuniões semanais, de acordo com a proposta, seriam realizadas até o fim de julho entre as partes. Porém, Correios e sindicalistas não chegaram a um acordo, e a audiência no TST será retomada no próximo dia 15.
A falta de acordo sobre o fim definitivo da greve manteve a liminar do TST, que determina que pelo menos 50% dos funcionários dos Correios retomem o trabalho.
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