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Dinheiro
09/07/2008 - 15h14

Tendência da inflação pelo IGP-DI é de ligeira desaceleração, diz FGV

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

A tendência da inflação medida pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) é de leve desaceleração nos próximos meses, influenciada pela redução dos preços de produtos industriais no atacado. Por outro lado, os alimentos não estão cedendo e devem continuar contribuindo para manter a inflação próxima do nível atual. A avaliação é do economista da FGV (Fundação Getulio Vargas), Salomão Quadros.

O IGP-DI de junho teve alta de 1,89%, puxada pelos preços no atacado, que subiram 2,29%. Os produtos industriais desaceleraram, de 2,13% em maio para 1,69% no mês passado, mas os produtos agrícolas aceleraram, passando de 2,47% para 3,88%, também no atacado.

Nos últimos 12 meses, o IGP-DI tem inflação acumulada de 13,96%, maior alta desde outubro de 2003.

"Produtos importantes como minério de ferro, fertilizantes e óleo diesel estão desacelerando. Entre os alimentos, está havendo uma troca de pressões: enquanto os preços do arroz e de derivados do trigo estão cedendo, as carnes e o feijão estão em rota contrária", disse.

O feijão foi um dos principais responsáveis pela alta dos alimentos no atacado; em junho, subiu 23,82%, depois de alta de 3,89% um mês antes. No acumulado dos últimos 12 meses, o produto aumentou 153,79%, e no ano registra queda de 2,38%.

Quadros lembrou que o preço do feijão vem tendo repasse quase imediato para o consumidor --em junho, a alta no IPC (Índice de Preços ao Consumidor) foi de 14,46%. "A produção de feijão está apertada frente a demanda; não há grandes estoques. Deve-se considerar também a possibilidade dos produtores estarem substituindo feijão por outras culturas", afirmou.

O preço das carnes e da soja também aceleraram de forma significativa no atacado. O preço dos bovinos subiu 11,29% em junho, após elevação de 3,98% no mês anterior. A soja teve alta de 10,17%, contra alta de 0,62% em maio. Isso se refletiu nos alimentos processados: a carne bovina acelerou de 6,43% em maio para 9,47% em junho. O óleo de soja reverteu queda de 6,36% para alta de 0,89% no mês passado.

"As carnes e o óleo de soja devem continuar subindo. São dois produtos que têm peso importante dentro do IGP", disse Quadros.

Para o consumidor, os alimentos desaceleraram de 2,33% para 1,85%, influenciados por hortaliças e legumes (que subiram 0,83% em junho, contra 10,20% em maio). Quadros destacou que esses produtos tem oscilações constantes em razão do clima. "Os alimentos processados não estão cedendo no varejo. A exemplo do atacado, está havendo uma troca de pressão", disse. O economista se refere ao fato de alguns produtos, principalmente os derivados do trigo, estarem desacelerando, como o pão francês (de 7,08% para 1,53%) e massas e farinhas (de 4,60% para 2,11%).

Ao mesmo tempo, o preço das carnes (de 3,97% para 8,05%) e do feijão (de -7,76% para 14,46%) também estão em ascensão para o consumidor. "Ha espaço para repasses ao consumidor e os principais candidatos são as carnes e o óleo de soja", disse Quadros --que previu ainda que os alimentos continuarão oscilando no segundo semestre em razão dos baixos estoques.

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Hoje é o desejo da maioria dos BRASILEIROS ter um carrinho na garagem, só que este desejo está ficando caro e muitos não aguentam o rojão e com isso fiacam com o nome sujo e se complicam tudo. sem opinião
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Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
É incrível como a popularidade de Lula se mantém com tamanha carga Tributária, IPVA, multa, taxas, pedágios etc... E ainda por cima o descompromisso para com projetos como o GNV. Hoje o preço do gas natural para veículos jogou por terra todo o investimento. Toda a indústria de peças e equipamentos e a rede de serviços desenvolvida em torno do GNV, de repente se vê orfã. Gente que fez plano de vida em torno disso vendo seus planos, que foram baseados em premissas apresentadas pelo governo, dando com os burros n'agua! O álcool que à época era caro pela irresponsabilidade do mesmo governo, hoje embora o custo elevado, ainda é mais em conta que o GNV. E os consumidores que acreditaram e transformaram seus carros para este combustível estão aí se fu... porque o governo não está nem aí para isso. Apenas o baixo custo do GNV justificava todo o transtorno da transformação que vai desde o peso e tamanho do equipamento até a menor performance do motor convertido e a obrigatoriedade da Inspeção Veicular cuja taxa antes R$80,00 hoje é de R$110,00 e se retirar, pasme! R$160,00. Também tem a validade de 5 anos para o cilindro cujo teste para revalidação antes era feito por R$80,00 e hoje!! R$250,00, sem falar em toda a burocracia que se enfrenta, e que é muito maior se você resolver retirar essa arapuca!
Já deu pra perceber o porque deste meu "estado de espírito", eu retirei o equipamento do meu carro e descobri isso tudo há 7 dias do prazo final!
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Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Discordo.
Quem mata mais são os maus condutores dos automóveis.
São pessoas despreparadas, sem nenhuma condição de conduzir um veiculo.
O carro não tem culpa nenhuma, pois, é uma máquina.
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