Tendência da inflação pelo IGP-DI é de ligeira desaceleração, diz FGV
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
A tendência da inflação medida pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) é de leve desaceleração nos próximos meses, influenciada pela redução dos preços de produtos industriais no atacado. Por outro lado, os alimentos não estão cedendo e devem continuar contribuindo para manter a inflação próxima do nível atual. A avaliação é do economista da FGV (Fundação Getulio Vargas), Salomão Quadros.
O IGP-DI de junho teve alta de 1,89%, puxada pelos preços no atacado, que subiram 2,29%. Os produtos industriais desaceleraram, de 2,13% em maio para 1,69% no mês passado, mas os produtos agrícolas aceleraram, passando de 2,47% para 3,88%, também no atacado.
Nos últimos 12 meses, o IGP-DI tem inflação acumulada de 13,96%, maior alta desde outubro de 2003.
"Produtos importantes como minério de ferro, fertilizantes e óleo diesel estão desacelerando. Entre os alimentos, está havendo uma troca de pressões: enquanto os preços do arroz e de derivados do trigo estão cedendo, as carnes e o feijão estão em rota contrária", disse.
O feijão foi um dos principais responsáveis pela alta dos alimentos no atacado; em junho, subiu 23,82%, depois de alta de 3,89% um mês antes. No acumulado dos últimos 12 meses, o produto aumentou 153,79%, e no ano registra queda de 2,38%.
Quadros lembrou que o preço do feijão vem tendo repasse quase imediato para o consumidor --em junho, a alta no IPC (Índice de Preços ao Consumidor) foi de 14,46%. "A produção de feijão está apertada frente a demanda; não há grandes estoques. Deve-se considerar também a possibilidade dos produtores estarem substituindo feijão por outras culturas", afirmou.
O preço das carnes e da soja também aceleraram de forma significativa no atacado. O preço dos bovinos subiu 11,29% em junho, após elevação de 3,98% no mês anterior. A soja teve alta de 10,17%, contra alta de 0,62% em maio. Isso se refletiu nos alimentos processados: a carne bovina acelerou de 6,43% em maio para 9,47% em junho. O óleo de soja reverteu queda de 6,36% para alta de 0,89% no mês passado.
"As carnes e o óleo de soja devem continuar subindo. São dois produtos que têm peso importante dentro do IGP", disse Quadros.
Para o consumidor, os alimentos desaceleraram de 2,33% para 1,85%, influenciados por hortaliças e legumes (que subiram 0,83% em junho, contra 10,20% em maio). Quadros destacou que esses produtos tem oscilações constantes em razão do clima. "Os alimentos processados não estão cedendo no varejo. A exemplo do atacado, está havendo uma troca de pressão", disse. O economista se refere ao fato de alguns produtos, principalmente os derivados do trigo, estarem desacelerando, como o pão francês (de 7,08% para 1,53%) e massas e farinhas (de 4,60% para 2,11%).
Ao mesmo tempo, o preço das carnes (de 3,97% para 8,05%) e do feijão (de -7,76% para 14,46%) também estão em ascensão para o consumidor. "Ha espaço para repasses ao consumidor e os principais candidatos são as carnes e o óleo de soja", disse Quadros --que previu ainda que os alimentos continuarão oscilando no segundo semestre em razão dos baixos estoques.
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Já deu pra perceber o porque deste meu "estado de espírito", eu retirei o equipamento do meu carro e descobri isso tudo há 7 dias do prazo final!
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Quem mata mais são os maus condutores dos automóveis.
São pessoas despreparadas, sem nenhuma condição de conduzir um veiculo.
O carro não tem culpa nenhuma, pois, é uma máquina.
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