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10/07/2008 - 09h14

IPCA desacelera em junho e registra alta de 0,74%, diz IBGE

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

Atualizado às 9h33

A inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou alta de 0,74% em junho, o que representa desaceleração frente aos 0,79% verificados em maio, informou nesta quinta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Trata-se do maio índice para o mês de junho desde 1996, quando o IPCA havia subido 1,19%.

Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 6,06%, acima dos 5,58% identificados nos 12 meses imediatamente anteriores, aproximando-se ainda mais do teto superior à meta, de 6,50% estipulado pelo Banco Central. Em junho de 2007, a inflação pelo IPCA subira 0,28%.

No ano, o IPCA acumula alta de 3,64%. No mesmo período em 2007, a inflação não havia passado de 2,08%. A taxa em 12 meses é a maior desde novembro de 2005 (6,22%) e, para um primeiro semestre, é a maior alta desde 2003.

Os alimentos voltaram a pressionar o índice e tiveram alta de 2,11%, acima dos 1,95% constatados no mês anterior. A contribuição deste grupo representou 0,47 ponto percentual do IPCA, representando 63% do resultado total.

Apenas no primeiro semestre, os alimentos acumulam alta de 8,64%, próximo dos 10,79% registrados ao longo de todo o ano de 2007.

Segundo o IBGE, o aumento dos alimentos foi generalizado, e apenas o óleo de soja (-2,76%) e as frutas (-1,96%) tiveram queda significativa. O item carnes foi responsável pela maior contribuição individual (0,14 p.p.), com alta de 6,91%. O arroz subiu 9,90% e acumula alta de 38,21% em 2008. Já o feijão carioca registrou elevação de 15,55%.

Os produtos não-alimentícios registraram aumento de 0,34% em junho, abaixo dos 0,46% de maio. No ano, o grupo acumula alta de 2,26%, ante 1,60% no primeiro semestre de 2007.

O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), calculado entre as famílias com renda mensal até seis salários mínimos, ficou em 0,91% em junho, ante 0,96% de maio. Nos 12 meses encerrados em junho, o indicador acumula elevação de 7,28%, acima dos 6,64% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores.

Comentários dos leitores
celso assis (97) 19/01/2010 09h01
celso assis (97) 19/01/2010 09h01
Preços em SP começam a subir mais que esperado, há 56% de endividados e 9% que não podem pagar, imóveis comerciais nos EUA começam a querer dar problemas para os bancos, vendas de veiculos parecem que desaceleram em janeiro (apesar das promoções), imóveis usados de maior valor encalhando no mercado, povão mostra otimismo para comprar, BB adianta décimo terceiro salario de 2010 para quem nem sabe se vai estar empregado, bolsas de valores subindo a exemplo de commodiities minerais e agricvolas cotadas em bolsas. SÓ FALANDO PUXA VIDA!!!!!!!!!!!!!!!! sem opinião
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Italo Martins (4) 18/01/2010 08h30
Italo Martins (4) 18/01/2010 08h30
Guilherme Carneiro, descordo quando diz que o controle da inflação no governo FHC foi feito por meio de saneamento e venda de bancos estatais. Ambas foram consequências da política de controle de inflação implementada pelo referido governo, baseado num câmbio extremamente valorizado e taxas de juros elevadas - de forma a manter o câmbio apreciado e financiar o déficit em transações correntes pela conta capital e financeira. E de fato a política econômica foi continuada, embora o Lula tenha contado com um contexto internacional muito mais favorável. 1 opinião
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Claudio Rocha (390) 18/01/2010 02h07
Claudio Rocha (390) 18/01/2010 02h07
O psdb em relação ao pmdb é igual ao psol em relação ao PT , com a seguinte grande diferença:
Se o psol seria a ala descontente mais a esquerda do PT o psdb era a ala descontente mais a direita
do pmdb. O psdb se travestiu de democracia social mas tão logo chegou ao poder teve que tirar a mascara e assumir sua postura de extrema direita ao lado do PDS/DEM com definição clara de que seu governo previlegiava o capital , claro que tal postura fortaleceu alas da sociedade que previlegiam o trabalho e por falta de clareza ideologica dos partidos existentes, naquele momento o PT era o que melhor encarnava essa postura politica. O problema não são os nomes, como se quer fazer pensar, mas as definições politico-administrativas dos partidos quando governo....Claro que no Brasil tentar tocar um governo puramente trabalhista é suicidio e pode colocar o Pais em convulsão social, neste aspecto o presidente Lula demonstrou inteligencia e tato politico não melindrandro uma das mais terriveis e usurarias elites do planeta; Avalie a historia politica do Brasil quem duvidar. Conquistas para a população infelismente são homeopaticas, arroubos de indignação em defesa dos pobres sem sustenção politica pode acabar em golpe de estado, suicidio, ruptura social ou impecheament como alias ja ocorreu varias vezes neste pais. Paritidos ideologicos devem ceder parte do governo a partidos fisiologicos senão não termina o mandato, demagogias a parte, essa é a realidade brasileira
sem opinião
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