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Dinheiro
10/07/2008 - 11h02

Inflação tende a superar teto da meta nos próximos meses, diz IBGE

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

A manutenção da pressão dos preços dos alimentos aliada à expectativa de alta de taxas administradas, como luz e água, indicam que a inflação continuará em ascensão no acumulado dos últimos 12 meses, podendo até mesmo ultrapassar o teto de 2 pontos percentuais acima da meta de 4,50% estipulada pelo Banco Central.

Para que a taxa em 12 meses ultrapasse os 6,50%, basta que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registre alta de 0,66% em julho.

"Além da alta dos alimentos, haverá impacto de itens fortes e expressivos. A combinação dos alimentos com os itens administrados esperada para julho indica que a taxa em 12 meses continuará crescendo", afirmou a coordenadora de preços do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Eulina dos Santos.

Ela lembrou ainda que a taxa de 0,24% constatada em julho de 2007 dificilmente será mantida este ano. Além disso, as taxas observadas em de agosto a novembro de 2007 são relativamente baixas, não passando de 0,47%.

Foram justamente os itens não-alimentícios, que tem alta esperada para julho, que foram responsáveis pela desaeleração do IPCA, dos 0,79% de maio para 0,74% em junho. Os alimentos foram responsáveis por 63% da taxa do mês, e explicam 52% do índice este ano, que acumula alta de 3,64%. Nos últimos 12 meses, os alimentos registram elevação de 15,79%. A alta de 2,11% dos alimentos em junho é a maior desde janeiro de 2003, e é a maior desde o início do Real para um mês de junho.

"Não há evidência de reversão da alta dos alimentos. Não há notícias de mudanças no cenário. O perfil do IPCA está sendo guiado pelos alimentos desde o final do ano passado, motivado pelo aumento da renda, tanto no Brasil quanto em outros países, e pela consequente pressão dos países emergentes", explicou.

Eulina frisou que há vários reajustes de itens administrados em julho, como as taxas de água e esgoto em Porto Alegre (8,5%), Belém (11,7%) e Fortaleza (6%), de energia elétrica em São Paulo (8,6%) e Curitiba (2%), além da tarifa de ônibus interestaduais (6%) e do álcool e do diesel (este, em função do biodiesel).

Comentários dos leitores
José Alberto (222) 04/12/2009 11h03
José Alberto (222) 04/12/2009 11h03
Com certeza essa inflação mentirosa do governo lulala não coloca em seus calculos o que pagamos em comida, gasolina, aluguel, algumas mordomias que são obrigações do governo nos dar como saude digna,desenvolvimento, e o recuso dessa classe que nos rouba a de politicos e juizes que não lhe são cobrados IR e quando pagam são irrisórios ou pela metade, e os rombos feitos pelo bndes em nossa economia, o governo declara ajuda a bancos no IR e será que coloca isso como divida ativa, duvido, e se colocar o povo é que paga, e por que será que muitos orgãos não pagam IR, ex: sindicatos, igrejas, pac com obras super faturadas, bolsa miseria,mst, ongs principalmente as estrangeiras, então se somar tudo isso com certeza nossa inflação beira ai os 50% ano e lulala e sua equipe quer nos convencer que ´só 5%, então por que o banco central com o manteiga junto não baixa os juros do copom para 5% tb, e por que será que bancos brasileiros mantem um taxa de juros a mais alta do mundo pois não adianta nos comparar com paises mais podres do que o nosso e sim cuidar do nosso o que os governantes não fazem e nos mantem na miseria ..... sem opinião
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Alziro Ribeiro da Silva (50) 26/11/2009 16h10
Alziro Ribeiro da Silva (50) 26/11/2009 16h10
Hoje é o desejo da maioria dos BRASILEIROS ter um carrinho na garagem, só que este desejo está ficando caro e muitos não aguentam o rojão e com isso fiacam com o nome sujo e se complicam tudo. 2 opiniões
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Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
É incrível como a popularidade de Lula se mantém com tamanha carga Tributária, IPVA, multa, taxas, pedágios etc... E ainda por cima o descompromisso para com projetos como o GNV. Hoje o preço do gas natural para veículos jogou por terra todo o investimento. Toda a indústria de peças e equipamentos e a rede de serviços desenvolvida em torno do GNV, de repente se vê orfã. Gente que fez plano de vida em torno disso vendo seus planos, que foram baseados em premissas apresentadas pelo governo, dando com os burros n'agua! O álcool que à época era caro pela irresponsabilidade do mesmo governo, hoje embora o custo elevado, ainda é mais em conta que o GNV. E os consumidores que acreditaram e transformaram seus carros para este combustível estão aí se fu... porque o governo não está nem aí para isso. Apenas o baixo custo do GNV justificava todo o transtorno da transformação que vai desde o peso e tamanho do equipamento até a menor performance do motor convertido e a obrigatoriedade da Inspeção Veicular cuja taxa antes R$80,00 hoje é de R$110,00 e se retirar, pasme! R$160,00. Também tem a validade de 5 anos para o cilindro cujo teste para revalidação antes era feito por R$80,00 e hoje!! R$250,00, sem falar em toda a burocracia que se enfrenta, e que é muito maior se você resolver retirar essa arapuca!
Já deu pra perceber o porque deste meu "estado de espírito", eu retirei o equipamento do meu carro e descobri isso tudo há 7 dias do prazo final!
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