Servidores do INSS querem mudanças no plano de carreira
da Folha Online
A paralisação de 24 horas dos servidores do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), iniciada a 0h desta quinta-feira, acontece para pressionar o governo federal a modificar o Plano de Cargos e Salários da categoria. A greve não afeta o setor de perícia médica.
Os trabalhadores são contrários ao aumento da jornada de 30 horas para 40 horas semanais e o vínculo do reajuste salarial com o desempenho por produtividade.
"Há 25 anos que a nossa categoria trabalha 30 horas por semana. Agora o governo quer impor a jornada de 40 horas", afirmou Ezequiel Barbosa, do comando de greve em São Paulo.
Segundo o ministério da Previdência Social, são cerca de 1.200 agências no país, mas até o fim da manhã "apenas" 19 haviam comunicado estar de portas fechadas. "A maior parte das agências está funcionando normalmente", afirmou a assessoria.
A Fenasp (Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social) afirmou não ter o balanço da greve até o fim da manhã, mas a assessoria garantiu que o número de agências paradas é muito maior que o divulgado pelo ministério.
De acordo com Barbosa, o atendimento será regularizado nesta sexta-feira, porém, caso as negociações com o governo não avancem, a partir de 5 de agosto a categoria pode parar por tempo indeterminado.
Segundo a Previdência, casos os atendimentos agendados para hoje não forem realizados devido a greve, outra data será marcada com preferência no atendimento.
Para escapar da paralisação, o segurado pode ligar para a central de atendimento (telefone 135), que funciona das 7h às 22h, ou acessar o site do INSS para agendar atendimento ou tirar dúvidas. Além disso, pode procurar saber se o posto em que havia marcado atendimento está funcionando.
Efetivo
No Estado de São Paulo são atendidos em média 75 mil segurados por dia nos 178 postos do INSS. Desse total, 60% são casos de perícias (45 mil). Os outros 40% (29,7 mil segurados) dependem do atendimento dos servidores.
Na capital paulista, a média de atendimentos nos postos do órgão é de 1.000 segurados por dia. No interior, é de 300.
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