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Dinheiro
10/07/2008 - 14h18

Meirelles diz que inflação voltará para o centro da meta em 2009

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DEISE DE OLIVEIRA
da Folha Online

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou nesta quinta-feira que a autoridade monetária continuará atuando de forma a trazer a inflação de volta ao centro da meta, de 4,5%, já em 2009. O objetivo, segundo Meirelles, é evitar que se instale um ambiente de pessimismo inflacionário.

"Nas atuais circunstancias domésticas, existe o risco de que os agentes econômicos passem a atribuir maior probabilidade de que elevações da inflação sejam persistentes, o que implicaria em redução da eficácia da política monetária", afirmou em seminário em São Paulo.

Segundo divulgou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) hoje, nos últimos 12 meses, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) acumula alta de 6,06%, acima dos 5,58% identificados nos 12 meses imediatamente anteriores. O índice se aproxima, portanto, do teto superior (6,50%) da meta de inflação estipulada pelo Banco Central. Em junho de 2007, a inflação pelo IPCA subiu 0,28%.

Meirelles descartou que os esforços do BC em conduzir a inflação ao centro da meta acarretem efeitos negativos sobre a economia. Para ele, a adoção de medidas eficazes neste momento podem evitar atitudes mais drásticas e prejudiciais à população.

"Nossa avaliação é que permitir que preços inicialmente isolados de preços, como alimentos e commodities, leve à deterioração das expectativas de inflação e de uma piora dos índices de uma maneira persistente pode fazer que, de fato, o combate à inflação tenha que ser mais custoso para a sociedade. Portanto, um combate à inflação feito na hora certa, tempestiva, a história mostra, inclusive no Brasil, é o que produz melhores resultados com o menor custo para a sociedade", disse.

Para ele, no entanto, os riscos à trajetória esperada de inflação estão menos favoráveis. No cenário externo, ele apontou a menor efetividade das importações para controlar a inflação.

No cenário interno, Meirelles afirmou que o ritmo acelerado de expansão da demanda continua como uma importante ameaça de pressionar inflação com aparecimento de restrições à expansão da oferta.

"O BC avalia que a redução consistente do descompasso entre o ritmo da ampliação da oferta de bens e serviços e da demanda continua sendo elemento central na avaliação de diferentes possibilidades para a política monetária", afirmou.

Comentários dos leitores
José Alberto (222) 04/12/2009 11h03
José Alberto (222) 04/12/2009 11h03
Com certeza essa inflação mentirosa do governo lulala não coloca em seus calculos o que pagamos em comida, gasolina, aluguel, algumas mordomias que são obrigações do governo nos dar como saude digna,desenvolvimento, e o recuso dessa classe que nos rouba a de politicos e juizes que não lhe são cobrados IR e quando pagam são irrisórios ou pela metade, e os rombos feitos pelo bndes em nossa economia, o governo declara ajuda a bancos no IR e será que coloca isso como divida ativa, duvido, e se colocar o povo é que paga, e por que será que muitos orgãos não pagam IR, ex: sindicatos, igrejas, pac com obras super faturadas, bolsa miseria,mst, ongs principalmente as estrangeiras, então se somar tudo isso com certeza nossa inflação beira ai os 50% ano e lulala e sua equipe quer nos convencer que ´só 5%, então por que o banco central com o manteiga junto não baixa os juros do copom para 5% tb, e por que será que bancos brasileiros mantem um taxa de juros a mais alta do mundo pois não adianta nos comparar com paises mais podres do que o nosso e sim cuidar do nosso o que os governantes não fazem e nos mantem na miseria ..... sem opinião
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Alziro Ribeiro da Silva (50) 26/11/2009 16h10
Alziro Ribeiro da Silva (50) 26/11/2009 16h10
Hoje é o desejo da maioria dos BRASILEIROS ter um carrinho na garagem, só que este desejo está ficando caro e muitos não aguentam o rojão e com isso fiacam com o nome sujo e se complicam tudo. 2 opiniões
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Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
É incrível como a popularidade de Lula se mantém com tamanha carga Tributária, IPVA, multa, taxas, pedágios etc... E ainda por cima o descompromisso para com projetos como o GNV. Hoje o preço do gas natural para veículos jogou por terra todo o investimento. Toda a indústria de peças e equipamentos e a rede de serviços desenvolvida em torno do GNV, de repente se vê orfã. Gente que fez plano de vida em torno disso vendo seus planos, que foram baseados em premissas apresentadas pelo governo, dando com os burros n'agua! O álcool que à época era caro pela irresponsabilidade do mesmo governo, hoje embora o custo elevado, ainda é mais em conta que o GNV. E os consumidores que acreditaram e transformaram seus carros para este combustível estão aí se fu... porque o governo não está nem aí para isso. Apenas o baixo custo do GNV justificava todo o transtorno da transformação que vai desde o peso e tamanho do equipamento até a menor performance do motor convertido e a obrigatoriedade da Inspeção Veicular cuja taxa antes R$80,00 hoje é de R$110,00 e se retirar, pasme! R$160,00. Também tem a validade de 5 anos para o cilindro cujo teste para revalidação antes era feito por R$80,00 e hoje!! R$250,00, sem falar em toda a burocracia que se enfrenta, e que é muito maior se você resolver retirar essa arapuca!
Já deu pra perceber o porque deste meu "estado de espírito", eu retirei o equipamento do meu carro e descobri isso tudo há 7 dias do prazo final!
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