MP e Petrobras discutem produção mínima durante greve de petroleiros
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O MPT (Ministério Público do Trabalho) convocou representantes da Petrobras e do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense para definição de efetivo mínimo para a manutenção da produção na próxima semana, quando os petroleiros prometem parar parte da produção de 41 plataformas da Petrobras durante cinco dias, a partir da próxima segunda-feira. A reunião está marcada para a manhã desta sexta-feira.
Os petroleiros reivindicam que a Petrobras passe a considerar o dia de saída da plataforma como mais uma data de trabalho.
O MPT quer manter um nível mínimo de produção que atenda às necessidades básicas do país. O diretor do sindicato, José Maria Rangel, disse que a greve é irreversível. Segundo o sindicalista, a Petrobras havia recebido prazo para formalizar proposta até o dia 4 de julho, e marcou reunião para a última terça-feira. No encontro, alega o sindicato, não houve proposta da estatal. A ordem é que as negociações só sejam reabertas após a greve.
"A atitude da empresa é uma tentativa de desmobilizar a categoria que está preparada para a greve. A resposta da categoria será organizar e iniciar o movimento e qualquer negociação do assunto será realizada com a greve", informou, em comunicado, o sindicato.
Rangel acrescentou que a categoria luta para que o dia de saída seja considerado dia de trabalho há dez anos. A greve, segundo ele, foi comunicada à Petrobras e ao MPT com 72 horas de antecedência.
A Petrobras informou que está aberta a negociações e que não iria comentar o caso. O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) disse mais cedo, no Rio, que acredita que a Petrobras saberá conduzir o tema da forma necessária.
A FUP (Federação Única dos Petroleiros) quer ampliar a greve para refinarias e terminais. A direção da entidade se reúne na próxima terça-feira para avaliar a questão. Os petroleiros reivindicam maior participação nos lucros da Petrobras. Eles querem 18% do valor total pago aos acionistas. A empresa, segundo o sindicato, oferece até 12,8%.
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