Dinheiro
11/07/2008 - 09h58

Petróleo se aproxima de US$ 147 com Nigéria, Irã e greve na Petrobras

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da Folha Online

O preço do petróleo atingiu nova marca recorde nesta sexta-feira, US$ 146,90, na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês). A preocupação dos investidores com a oferta mundial da commodity aumentou, devido à tensão crescente no Oriente Médio --com os testes do Irã com mísseis--, na África --com o risco de novos conflitos na Nigéria-- e com a possibilidade de uma greve da Petrobras na próxima semana.

Às 9h41 (em Brasília), o barril do petróleo cru para entrega em agosto estava cotado a US$ 146,41, em alta de 3,36%. A preocupação com a situação na Nigéria e no Irã afetaram os resultados ontem, quando, já perto do encerramento da sessão, o barril registrou alta de mais de 4%, chegando a atingir US$ 142 depois de cair a um mínimo de US$ 135.

Nesta terça-feira (8) o preço do barril chegou a um mínimo de US$ 135,14 --em relação ao recorde até então, de US$ 145,85, registrado durante sessão na semana passada, o preço caiu então quase US$ 10.

O MPT (Ministério Público do Trabalho) convocou representantes da Petrobras e do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense para definição de efetivo mínimo para a manutenção da produção na próxima semana. Os petroleiros prometem parar parte da produção de 41 plataformas da Petrobras durante cinco dias, a partir da próxima segunda-feira 14. A reunião está marcada para a manhã desta sexta-feira.

O diário financeiro especializado em economia e finanças "Financial Times" ("FT") informou em um artigo publicado na edição desta sexta-feira que a ameaça de greve na Petrobras pode provocar uma elevação maior dos preços do petróleo bruto. O jornal diz que os preços do petróleo subiram na quinta-feira quando trabalhadores da maior empresa petrolífera do Brasil ameaçaram cruzar os braços na semana que vem.

O "Financial Times" lembra o impacto que uma greve anterior teve no Brasil. "Quando os funcionários da Petrobras se recusaram a trabalhar por cinco dias em 2001, a produção de petróleo diminuiu acentuadamente e o Brasil teve que importar uma quantidade extra (de petróleo)', diz o texto da reportagem.

O MPT quer manter um nível mínimo de produção que atenda às necessidades básicas do país. O diretor do sindicato, José Maria Rangel, disse que a greve é irreversível. Segundo o sindicalista, a Petrobras havia recebido prazo para formalizar proposta até o dia 4 de julho, e marcou reunião para a última terça-feira. No encontro, alega o sindicato, não houve proposta da estatal. A ordem é que as negociações só sejam reabertas após a greve.

A Petrobras informou que está aberta a negociações e que não iria comentar o caso. O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) disse mais cedo, no Rio, que acredita que a Petrobras saberá conduzir o tema da forma necessária.

As tensões no Irã e na Nigéria reverteram a tendência de redução no preço da commodity, que vinha sendo registrada nesta semana.

A imprensa estatal iraniana informou ontem que o país realizou durante a madrugada mais testes com mísseis de médio e longo alcance, em uma segunda rodada de exercícios militares. Na quarta-feira (9), a Guarda Revolucionária iraniana já havia anunciado a realização "com sucesso" de testes com nove mísseis no golfo Pérsico. Logo após as primeiras informações dos testes ontem, os EUA afirmaram que o Irã devia suspender o desenvolvimento de mísseis balísticos e a realização de testes se pretende ganhar a confiança do mundo.

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, disse que o país está pronto para atacar as instalações nucleares iranianas, dizendo que Israel "mostrou no passado que não hesitará em agir para proteger seus interesses vitais de segurança forem ameaçados".

Ontem o Mend (Movimento para a Emancipação do Delta do Níger, na sigla em inglês) disse, segundo a agência de notícias Associated Press (AP), que vai abandonar no sábado o cessar-fogo adotado há duas semanas. O grupo informou que voltará a atacar a área do rio Níger, onde se concentra a produção petrolífera do país, depois que o governo britânico anunciou recentemente que pretende apoiar o governo nigeriano para enfrentar os conflitos na região. O grupo está por trás dos ataques realizados contra as instalações das empresas petrolíferas que atuam no país, o que vem afetando a produção.

Um relatório divulgado nesta quinta-feira pela Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) afirma que existe petróleo suficiente para suprir o mercado mundial e que a demanda não é o principal fator na alta do preço da commodity.

A Opep também apontou ontem em um relatório que a baixa cotação internacional do dólar e problemas no intercâmbio de commodities como os principais responsáveis pelo fenômeno. A organização também prevê que a demanda por energia deve crescer mais de 50% entre 2006 e 2030. Até lá, o petróleo deve continuar respondendo por mais de 85% da matriz energética.

Os preços ainda refletem a queda de 5,9 milhões de barris nas reservas de petróleo dos Estados Unidos na semana passada. Os analistas do setor petrolífero esperavam uma queda menor, de 2,1 milhões de barris. Na semana anterior, as reservas de petróleo já tinham caído em 2 milhões de barris.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1417) 25/11/2009 16h33
Luís da Velosa (1417) 25/11/2009 16h33
O que me intriga nessa história toda de energia limpa, não é outra coisa senão algumas nações teimarem em "queimar" combustíveis fósseis, possibilitando o crescente acúmulo de CO2 na atmosfera, elevando o alargamento, provocando o efeito estufa, da camada de ozônio, etc., etc. Se querem "limpar" o mundo, que pesquisem e utilizem, urgentemente, os biocombustíveis, a energia solar e a eólica. É um verdadeiro paradoxo. sem opinião
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O Pacificador (194) 20/11/2009 13h32
O Pacificador (194) 20/11/2009 13h32
Preço do petróleo tem forte recuo com alta do dólar...
Agora sim que a Venezuela, do Chávez doidão, vai para o buraco de uma vez.
Eles ao contrário do resto mundo estão entrando em profunda recessão, só agora.
Haviam conseguido se segurar pelas tabelas, graças ao petróleo.
Com a queda no valor do principal e único produto gerador de divisas de lá, e com apagões constantes e falta crônica de produtos de primeira necessidade acontecendo, a Venezuela pode estar entrando em franca bancarrota.
Seria o fim dos bolivarianos...
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Cassio Tavares (649) 17/11/2009 17h45
Cassio Tavares (649) 17/11/2009 17h45
Essa declaração do Aécio só vem confirmar a grande admiiração que tem pelo Presidente Lula. Ele que já havia dito assim ;
EU QUERO SER O CANDIDATO PÓS-LULA E NÃO O ANTI-LULA. E mais uma declaração assim : O PRESIDENTE LULA SERÁ LEMBRADO PELO POVO BRASILEIRO DURANTE 100 ANOS. E já repetiu várias vezes ( quase todos os dais ) que não aceita ser candidato a vice numa chapa com o Governador José Serra. Ou seja, besta ele não é. Iria correr um risco enorme de ficar sem nada e portanto segundo ele, ou será candidato do partido a presidente ou será candidato ao senado. Está novo e tem muito tempo para se candidatar em 2.014 ou em 2.018.
E o governador José Serra ? Ah, esse aí vai empurrando com a barriga a sua decisão sobre o caminho a tomar. Ele está numa tremenda saia justa porque não sabe como dizer ao partido que não será candidato a presidente da república, mas que irá tentar a reeleição ao governo de São Paulo. Outro que não é nada besta. E assim vai seguindo um partido sem discurso, sem rumo, sem projetos e também sem candidatos para as eleições de 2.010. Eta desgraceira. O mais curioso é que, não só o Gov. Aécio Neves em entrevista ao João Dória Jr. como também outros politicos do partido dizerem que não podem deixar de jeito nenhum que, na campanha de 2.010, os governistas façam as comparações entre o atual governo e o do Sr. Fernando Henrique. Mas isso já está decidido e não existe lei no Brasil que proiba essa campanha. E a coisa vai ficando cada vez mais preta.
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