Dinheiro
11/07/2008 - 16h30

Dólar fecha em baixa, a R$ 1,60; Bovespa segue em alta

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da Folha Online

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) segue em alta nesta sexta-feira, apesar da sessão apontar instabilidade devido ao pessimismo visto no mercado americano. A alta nos preços das commodities ajuda a elevar o preço da ação de algumas das principais empresas listadas no país, mas os temores sobre o aprofundamento da crise do crédito imobiliário de alto risco ("subprime") nos Estados Unidos não permite que a Bolsa paulista se firme em terreno positivo.

Já o dólar comercial fechou com recuo hoje, seguindo o movimento da ante outras divisas. A moeda americana fechou a R$ 1,602, com recuo de 0,55%. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo fechou estável, a R$ 1,72. O Banco Central comprou dólares ao final das negociações, com taxa de corte de R$ 1,6014.

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa paulista, opera com ganho de 0,41%, aos 60.498 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,28 bilhões, com cerca de 190 mil negócios realizados.

Os títulos das Petrobras são os principais sustentadores da alta na Bovespa. Os papéis preferenciais da petrolífera avançam 1,77%, enquanto que as ordinárias ganham 1,46%.

Essas empresas são beneficiadas com a alta dos preços das commodities. O petróleo, por exemplo, voltou a subir e bater o recorde histórico de preço em Nova York. Na Nymex (New York Mercantile Exchange), o barril de petróleo WTI para entrega em agosto subiu 2,42%, a US$ 145,08.

Com os ganhos, a Bovespa se descola do desempenho ruim nas Bolsas americanas. Além do próprio preço do petróleo, o mercado acionário americano sofre com os temores de falta de liquidez nas gigantes hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac.

Devido aos problemas com as empresas, que securitizam hipotecas na ordem de US$ 5 trilhões, as ações dos principais bancos dos EUA também recuam e ajudam a levar os principais índices para o sinal negativo.

O índice Dow Jones opera com perda de 0,83%, enquanto que o Nasdaq Composite está em baixa de 0,53%.

O mercado também ficou apreensivo com a divulgação dos resultados do conglomerado industrial e de serviços americano General Eletric. O grupo teve lucro de US$ 5,07 bilhões no segundo semestre, ou US$ 0,51 por ação, com recuo de 6% sobre o mesmo período do ano passado. Foi menos do que o mercado esperava (US$ 0,54 por ação).

Já a balança comercial americana trouxe um pouco de alento ao mercado. O déficit comercial do país recuou em maio para US$ 59,8 bilhões, ante US$ 60,5 bilhões em abril. Os analistas esperavam um déficit de US$ 62,2 bilhões.

No Brasil, outro destaque no pregão é o desempenho das ações da petrolífera OGX e da mineradora MMX, que pertencem ao grupo EBX, de Eike Batista. A MMX foi envolvida hoje na Operação Toque de Midas, da Polícia Federal, que investiga supostas irregularidades na concessão da Estrada de Ferro do Amapá à MMX.

Devido ao problema, os papéis ordinários da MMX recuam 9,59%, e as da OGX perdem 10,06%.

Comentários dos leitores
Henrique Silva (181) 28/11/2009 00h46
Henrique Silva (181) 28/11/2009 00h46
FHC: foi um diplomata pacífico, mas fazia viagens internacionais para fazer visitas oficiais sem aumento de laços econômicos nem melhorou a imagem do país
LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
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Henrique Silva (181) 28/11/2009 00h43
Henrique Silva (181) 28/11/2009 00h43
LULA: estimulou a criação de emprego e reduziu o desemprego deixado por FHC de 13% para 7,5% (em outubro de 2009). Os salários tiveram recuperação da perda deixada por FHC e o salário mínimo mais que dobrou (o resultado foi a movimentação econômica e a queda do desemprego)
FHC: privatizou as mais importantes estatais a preços questionáveis e viu o lucro destas empresas sair dos cofres da união para sustentar o crescimento econômico de companhias internacionais. Não privatizou a PETROBRÁS por sofrer forte pressão e protestos da sociedade, mas vendeu 2/3 das ações da empresa.
LULA: encerrou a farra das privatizações, valorizou em mais de 1000% a grande maioria das estatais e estas hoje são importantíssimas como promotoras do crescimento, suprimento de crédito nacional e geração de emprego (com mão de obra especializada).
FHC:Manteve durante todo seu governo juros altos (chegando a 48%) e entregou o governo com 25% da SELIC e fez com que o Brasil assumisse a liderança isolada dos juros NO MUNDO.
LULA: reduziu gradualmente os juros (que hoje é de 8,75%), o país deixou a liderança dos juros e hoje ocupa o quinta posição (com tendência de queda em médio e longo prazo).
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Henrique Silva (181) 28/11/2009 00h42
Henrique Silva (181) 28/11/2009 00h42
Só pra esclarecer algumas diferenças na política econômica do governo LULA e a (des)política do governo tucano:
FHC: Atrelou o real com o dólar durante metade de seu governo, o que fez com que o país se endividasse irresponsavelmente. Isto para poder importar produto barato manter a inflação baixa, mas muitas empresas nacionais quebrarem e o desemprego dobrar em apenas 4 anos. Em 1999 (após as eleições) aderiu ao câmbio flutuante e endividou ainda mais a dívida do país (que estava em dólar). Ao ser socorrido pelo FMI perdeu a autoridade de seu governo e a política econômica passou a ser comandada pelo Fundo Monetário Internacional.
LULA: Não tentou pirotecnia, como atrelamento de câmbio, estimulou as exportações (que mais que triplicou em seu governo), protegeu empresas nacionais com crédito, transformou a dívida em dólar em dívida em real, reduziu a dívida deixada por FHC de 67% do PIB para 42% do PIB (e com previsão de queda ainda maior para os próximos anos).
FHC: o país parou de investir em infra-estrutura para poupar dinheiro para pagar a dívida externa que ele mesmo explodiu em seu desgoverno.
LULA: colocou o país novamente como promotor do crescimento e realiza obras para combater os gargalos em infra-estrutura que se acumularam durante 20 anos.
FHC: sua política provocou crescimento do desemprego, que saiu da casa dos 6% para 13%. Sua política de arrocho salarial provocou o esfriamento econômico por falta de consumo e aumento das desigualdades sociais.
CONTINUA
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Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
O nosso grande "Guru" Financeiro, o Sr. Lula da Silva deveria sair na capa da "Economist" vestido de CROUPIE. Seu governo está patrocinando o maior casino financeiro do mundo atual, bem aqui embaixo das nossas barbas !!!!
Não é a toa que os banqueiros de cá, e mesmo os de "olhinhos azuis", o estão idolatrando tanto.
Enquanto isso, nossa industria está sendo completamente sucateada !!!
Vamos parar com as "mentirinhas" e com a sapiência Marketeira !!!
Acorda Brasil !!!
4 opiniões
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JOSE MOTTA (51) 26/11/2009 15h17
JOSE MOTTA (51) 26/11/2009 15h17
O SALARIO NO BRASIL É REALMENTE BAIXO, PORÉM INCIDE MUITO ENCARGOS QUE ENCARECEM ESSES SALARIOS PARA AS EMPRESAS, POR EXEMPLO, PORQUE PAGAR PLANO DE SAÚDE SAÚDE PARA OS FUNCIONÁRIO TEMOS O "SUS".? AGORA NÃO É O MAIS BAIXO DO MUNDO. AGÚEM JÁ PROCUROU SABER QUANTO GANHA UM TRABALHAR CHINÊS, CONSIDERADA E SEGUNDFA ECONOMIA MUNDIAL? sem opinião
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Cristiano Garcia (373) 26/11/2009 14h56
Cristiano Garcia (373) 26/11/2009 14h56
Ora, ora, o banco americano Goldman Sachs que não conseguiu prever a crise economica que acometeu e quase levou na enxurrada de falencias a propria instituição, continua a tecer opiniões sobre a economia alheia. Agora quer prejudicar a economia brasileira com essas afirmações que tendem a criar um recuo ou tensão no dinheiro que vem sendo investido no Brasil.
Esses safados que não previram a crise global, deveriam ficar de boca fechada.
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