Dinheiro
14/07/2008 - 08h49

Economistas prevêem inflação no limite da meta em 2008, diz pesquisa do BC

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

Economistas e analistas do mercado financeiro aumentaram novamente suas previsões para a inflação em 2008, segundo a pesquisa semanal do Banco Central conhecida como relatório Focus.

A expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que serve como meta de inflação, subiu pela 16ª semana seguida. O IPCA deve fechar o ano a 6,48%, acima dos 6,40% esperados até a semana passada. Se confirmado, o indicador ficaria acima do centro da meta de inflação para esse ano, que é de 4,5%, mais ainda dentro do teto da meta, de 6,5%.

Para 2009, a previsão para o IPCA subiu de 4,91% para 5%.

Os demais indicadores de inflação pesquisados pela instituição também tiveram as projeções para 2008 elevadas pelo mercado. O maior destaque foram os IGPs, que servem de base para o reajuste de aluguéis e tarifas.

A expectativa do mercado para o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) subiu de 11,41% para 11,66%; o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) teve a previsão aumentada de 11,25% para 11,92%; e o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica) ficaria em 6,51%, ante 6,33% da semana anterior.

Juros

Os economistas mantiveram a previsão de que a taxa básica de juros termine 2008 em 14,25% ao ano, feita na semana passada. Para o final de 2009, a estimativa é de a Selic estaria em 13,50% ao ano.

No começo de junho, o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) aumentou a taxa básica de juros de 11,75% para 12,25% ao ano. Na ata da reunião, os diretores do BC dizem que continuarão aumentando os juros "enquanto for necessário".

Agora, o mercado espera um aumento para 12,75% na reunião do Copom do final de julho; para 13,25% na reunião no início de setembro; 13,75% em outubro; e para 14,25% em dezembro (o Copom se reúne a cada 45 dias aproximadamente).

PIB

A previsão para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) se manteve em 4,80% em 2008. Para 2009, foi mantida a taxa de 4%.

A estimativa para o dólar ficou em R$ 1,65 no final deste ano. Para dezembro de 2009, a previsão foi mantida em R$ 1,75.
A estimativa para o saldo da balança comercial em 2008 caiu de US$ 22,81 bilhões para US$ 22,78 bilhões. Para 2009, foi mantida em US$ 15 bilhões.

Contas externas

Caíram as expectativas de investimentos estrangeiros diretos, de US$ 33,5 bilhões para US$ 33 bilhões (2008). Para 2009, foi mantida a previsão de US$ 30 bilhões.

Houve ligeira mudança na previsão para a relação dívida/PIB, de 41% para 40,9% neste ano. A expectativa para o saldo em conta corrente subiu de um resultado negativo de US$ 23,57 bilhões em 2008 para US$ 23,9 bilhões.

 

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