Reservas de divisas da China chegam a US$ 1,808 trilhão em junho
da France Presse
As reservas de divisas da China, as maiores do mundo há mais de dois anos, alcançaram US$ 1,808 trilhão no final de junho, anunciou nesta segunda-feira o Banco do Povo da China (banco central do país).
O índice reflete um aumento de 35,7% em relação ao mesmo período do ano passado, e de mais de 18% em comparação com o final de 2007, segundo o comunicado divulgado no site do Banco Central.
As autoridades chinesas, que temem os efeitos do superaquecimento econômico (excesso de liquidez e de investimentos) estão preocupadas com os capitais especulativos --que se sentem atraídos pela China e seu crescimento-- assim como pelo fortalecimento do yuan em relação ao dólar e as vantagens do juros elevados.
Na sexta-feira (11), o Departamento do Comércio dos EUA informou que o déficit comercial americano com a China atingiu US$ 21 bilhões em maio, contra US$ 20 bilhões em abril.
Na quarta-feira (9), o instituto Carnegie Endowment for International Peace divulgou um estudo, elaborado pelo economista Albert Keidel, que mostra que a economia da China vai superar a dos Estados Unidos, transformando-se na maior do mundo até 2035, e duplicará sua importância até 2050.
Keidel --que foi economista do Banco Mundial e do Tesouro americano-- ressaltou que o PIB (Produto Interno Bruto) chinês atual é de US$ 3 trilhões de dólares, contra US$ 14 trilhões dos Estados Unidos.
"Se a expansão chinesa se aproximar do ritmo de expansão de outros países do Extremo-Oriente em um estágio comparável de seu desenvolvimento, o poder das taxas de crescimento acumuladas transformará a economia da China, sem dúvida, em algo maior que a dos Estados Unidos, antes da segunda metade do século", segundo Keidel.
Em 2050, estima, o PIB chinês deve alcançar US$ 82 trilhões, contra US$ 44 trilhões dos Estados Unidos.
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