Dinheiro
14/07/2008 - 09h52

InBev compra fabricante da Budweiser por US$ 52 bi e torna-se líder global

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da Folha Online

A cervejaria belgo-brasileira InBev comprou a rival americana Anheuser-Busch (dona da marca Budweiser) por US$ 52 bilhões (US$ 70 por ação). A nova companhia irá se chamar Anheuser-Busch InBev e a proposta foi aprovada por unanimidade pelas diretorias das duas empresas, segundo comunicado conjunto de ambas divulgado nesta segunda-feira.

A empresa resultante da combinação de ambas deve criar uma das cinco principais empresas de bens de consumo mundiais e a principal do setor de cervejarias. Com base nos dados de 2007, a produção combinada de ambas teria chegado a 460 milhões de hectolitros, receita de US$ 36,4 bilhões e um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) de US$ 10,7 bilhões.

Divulgação
Sites americanos protestam; músico compõe canção contra a venda
Sites americanos protestam; músico compõe canção contra a venda e a InBev

O executivo-chefe da InBev, Carlos Brito, será o executivo-chefe da nova empresa e a diretoria será composta pelos atuais diretores da InBev, pelo presidente e executivo-chefe da Anheuser-Busch, August Busch 4º e um outro membro da diretoria da empresa americana.

"Estamos muito satisfeitos de anunciar essa transação histórica", disse Brito. "Essa combinação vai criar uma companhia global muito mais forte e competitiva, com um catálogo de produtos com grande potencial de crescer no mundo todo."

August Busch disse que o negócio representa novas oportunidades para a empresa. "Esse acordo oferece valor adicional para os acionistas da Anheuser-Busch ao mesmo tempo em que amplia o acesso ao mercado global para a Budweiser", disse.

O negócio ocorreu depois de a InBev ter concordado em elevar o valor a ser pago pela empresa americana; na sexta-feira, a InBev aumentou a oferta de US$ 46,3 bilhões para US$ 50 bilhões.

Ofensiva

No final de junho, a fabricante da Budweiser rejeitou a oferta da InBev por considerá-la "inadequada e em desacordo com os interesses dos acionistas". "A proposta da InBev subestima significativamente os ativos excepcionais e as perspectivas de nosso grupo", disse Patrick Stokes, presidente do conselho administrativo da Anheuser-Busch.

Jose Manuel Ribeiro/Reuters
InBev reitera oferta por fabricante da Budweiser, ante possível fusão com Modelo
InBev reitera oferta por fabricante da Budweiser, ante possível fusão com Modelo

O executivo-chefe da InBev, Carlos Brito, disse que considera o valor oferecido por ação o preço justo e afirmou que o financiamento da oferta está assegurado. "Nossa oferta apresenta certeza em um contexto de enfraquecimento da bolsa", afirmou.

A Inbev fez a oferta à direção de Anheuser-Busch em 11 do mês passado, para formar a maior cervejaria do planeta, reiterando-a em 16 de junho, advertindo posteriormente a Anheuser-Busch contra uma aliança defensiva da cervejaria americana com o mexicano Grupo Modelo.

"A proposta da InBev se apóia em uma firme trajetória de expansão internacional, assim como em um crescimento e rentabilidade consistente", acrescentou o principal responsável da cervejaria. A fusão criará uma companhia "mais forte, mais competitiva no mercado mundial, com uma pasta de marcas imbatível e uma boa rede de distribuição", ressaltou Brito.

Comentários dos leitores
Reynaldo Fogagnolli (5) 15/07/2008 15h21
Reynaldo Fogagnolli (5) 15/07/2008 15h21
É uma pena que os políticos brasileiros não sigam o exemplo administrativos deste grupo brilhante de empresários, que ainda conseguem nos fazer sentir orgulho de sermos brasileiros !!
Parabéns SRs...A Bud agora tem sabor verde-amarelo!!
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Renato Oliveira Bonetti (1) 15/07/2008 13h32
Renato Oliveira Bonetti (1) 15/07/2008 13h32
SAO PAULO / SP
Realmente não vejo motivos para comemoração.
Essas empresas transnacionais estão fazendo fusões e diminuindo a concorrência, se tornando um verdadeiro monopólio ou oligopólio tornando os consumidores de produtos de determinado segmento em reféns do mercado.
Isso não é saudável para o mercado. Basta olhar o mercado brasileiro que é dominado por estas corporações. Desde a mineração até o campo alimentício. Desta forma fica muito mais fácil para tais empresas impor preços mais elevados e maximizar seus lucros.
Renato de Oliveira Bonetti
Professor de Geografia
14 opiniões
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Reynaldo Fogagnolli (5) 15/07/2008 12h17
Reynaldo Fogagnolli (5) 15/07/2008 12h17
É uma pena que nossos políticos não façam escola com esse grupo brilhante de brasileiros vencedores!
Parabéns por nos fazerem sentir ainda um pouco de orgulho de sermos brasileiros!
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