Dinheiro
15/07/2008 - 11h13

Sem acordo com Correios, funcionários mantêm greve

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da Folha Online

Os funcionários dos Correios e os representantes da empresa reunidos no TST (Tribunal Superior do Trabalho) em Brasília, nesta terça-feira, não chegaram a um acordo sobre o fim da greve da categoria e a paralisação está mantida.

Devido à falta de consenso na audiência de conciliação da semana passada, o presidente do TST, ministro Rider Nogueira de Brito, apresentou novas propostas para encerrar a paralisação. Funcionários e empresa têm até a próxima quinta-feira (17), às 12h, para manifestarem decisão a respeito.

Segundo a assessoria de imprensa da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos), o ministro propôs excluir os carteiros do Plano de Cargos, Carreiras e Salários de 2008, pagar 30% por mês como gratificação de serviços de entrega e coleta (proporcional ao número de horas passados na rua, em atividade), dividir o prejuízo da paralisação entre as partes (os Correios pagariam 50% dos dias parados para compensar o corte do ponto) e impedir demissões pelo prazo de 60 dias (a contar de 18 de julho, caso haja acordo).

Marcelo Justo/Folha Imagem
Em 14 dias, greve dos funcionários dos Correios atrasa 108 milhões de cartas
Em 14 dias, greve dos funcionários dos Correios atrasa 108 milhões de cartas

Caso os trabalhadores e os Correios não cheguem a um acordo até quinta-feira, o ministro Maurício Godinho Delgado vai julgar a ação de abusividade da greve e decidir sobre o dissídio da categoria.

Na semana passada, também em audiência no TST, a empresa aceitou a proposta anterior de Brito, que previa suspender a aplicação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários de 2008, o fim do pagamento do adicional de R$ 260 e o retorno por dois meses do abono de 30% dos salários. A categoria recusou.

A categoria reclama que os Correios não fizeram a incorporação de 30% de adicional de periculosidade nos salários, negociação do plano de carreira e participação nos lucros, que estariam previsto no acordo.

A empresa afirma que o compromisso foi cumprido, com a adoção do plano de carreira e o pagamento de um adicional de R$ 260 já na folha deste mês.

A greve dos funcionários dos Correios se iniciou em 1º de julho e até ontem (14) fez com que 108 milhões de correspondências e 365 mil encomendas deixassem de ser entregue aos seus destinatários.

A paralisação atinge 21 Estados mais o Distrito Federal e conta com a adesão de 18% do total dos trabalhadores --110 mil empregados-- e 27% dos carteiros --53 mil.

 

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