Dinheiro
16/07/2008 - 15h42

Delta Air Lines tem prejuízo de US$ 7 bi no 1º semestre por combustíveis

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da Efe, em Nova York

Atualizado às 16h18

A companhia aérea americana Delta Air Lines anunciou nesta quarta-feira prejuízo de US$ 7,434 bilhões no primeiro semestre deste ano, devido a gastos extraordinários pelo elevado custo do combustível. No mesmo período de 2007, a empresa teve ganhos de US$ 1,462 bilhão.

A companhia aérea, que está em processo de fusão com a Northwest Airlines, informou em comunicado de imprensa que, no primeiro semestre deste ano, teve perda líquida de US$ 18,79 por ação.

A receita operacional da Delta no período foi de US$ 10,265 bilhões, frente a US$ 9,244 bilhões no período anterior.

Quanto aos resultados do segundo trimestre, a empresa informou que perdeu US$ 1,044 bilhão, incluindo gastos extraordinários, frente a um lucro líquido de US$ 1,592 bilhão no mesmo trimestre do ano anterior.

A Delta, que saiu da falência em abril de 2007, informou que no segundo trimestre perdeu US$ 2,64 por ação.

Excluindo-se os gastos extraordinários, a companhia destacou lucro líquido no segundo trimestre de US$ 137 milhões ou de US$ 0,35 por ação, "apesar de um aumento anual de US$ 1 bilhão em custos de combustível devido aos preços em alta".

A companhia, com sede em Atlanta (Geórgia), teve no segundo trimestre receita de US$ 5,499 bilhões, 9,9% a mais que no mesmo trimestre do ano anterior, quando foi de US$ 5,003 bilhões.

American Airlines

Nesta quarta-feira, o grupo AMR, matriz da companhia American Airlines, também atribuiu as perdas do segundo trimestre deste ano à alta dos preços dos combustíveis. Por conta disso, a empresa anunciou que vai acelerar a redução de sua frota.

Segundo a companhia aérea, o prejuízo foi de US$ 1,4 bilhão no segundo trimestre, após lucro de US$ 317 milhões um ano atrás. A perda por ação foi de US$ 5,77. Com o aumento do preço da querosene de aviação, os gastos com combustível atingiram US$ 838 milhões em um ano, informou o grupo.

O prejuízo do trimestre se explica, principalmente, pela depreciação dos ativos de US$ 1,1 bilhão e de gastos de US$ 70 milhões vinculados a demissões anunciadas em maio. Excluindo estes gastos, a perda trimestral é de US$ 284 milhões --US$ 1,13 por ação, ainda menor do que o mercado esperava.

Com France Presse, em Nova York

 

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