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Dinheiro
16/07/2008 - 20h25

Presidente dos Correios discute proposta de grevistas com ministro

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FERNANDO ANTUNES
Colaboração para a Folha Online

O presidente da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos), Carlos Henrique Custódio, se reuniu nesta quarta-feira com representantes dos funcionários em greve para discutir as reivindicações. As propostas, segundo os funcionários, teria sido levada por Custódio ao ministro das Comunicações, Hélio costa, em reunião no início da noite.

A reunião deve servir para discutir os pontos divergentes e a proposta dos trabalhadores para encerrar a greve na empresa, que chegou hoje ao 16º dia.

Segundo Geraldo Rodrigues, diretor da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), Custódio negocia com os trabalhadores desde às 13h e interrompeu a reunião, por volta das 19h30, para apresentar as reivindicações com o ministro.

A expectativa dos sindicalistas é fechar um acordo até as 10h de amanhã, a fim de apresentar ao presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministro Rider Nogueira de Brito, que aguarda um entendimento entre as partes para evitar o julgamento da paralisação. Caso contrário, o ministro Maurício Godinho Delgado vai julgar a ação de abusividade da greve.

Reivindicação

A categoria reclama que os Correios não fizeram a incorporação de 30% de adicional de periculosidade nos salários, negociação do plano de carreira e participação nos lucros, que estariam previsto no acordo firmado em novembro do ano passado e ratificado em abril deste ano.

A empresa afirma que o compromisso foi cumprido, com a adoção do plano de carreira e o pagamento de um adicional de R$ 260 já na folha deste mês.

Os grevistas tentam também evitar que a empresa desconte os dias parados, propondo a formação de uma força tarefa para entregar as correspondências atrasadas.

Adesão

Segundo os Correios, após 16 dias de greve, 126 milhões de correspondências deixassem de ser entregues --das 360 milhões encaminhadas. Além disso, 435 mil encomendas também não chegaram em seus destinatários.

A greve atinge 21 Estados mais o Distrito Federal e conta com a adesão de 18% do total dos trabalhadores --110 mil empregados-- e 27% dos carteiros --53 mil.

Comentários dos leitores
Carlos SANTOS (2) 18/09/2009 14h04
Carlos SANTOS (2) 18/09/2009 14h04
hoje temos muitos exemplos de privatizaçoes do patrimonio publico que não tiveram exito, sou contra privatizaçao dos correios, pois as empresas que comprarem visam apenas pegar o filé ( grandes centros e capitais )e deixar para o governo cidades de menor porte, o que tem que ser feito e´sim ter na empresa uam administraçao de carreira e não cargos politicos o qual os correios tambem sofrem com essas indicaçoes, e estes ganham altos salarios. sem opinião
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rubens luiz (3) 24/07/2008 21h57
rubens luiz (3) 24/07/2008 21h57
Fico feliz ao ler estes comentários, principalmente por perceber que nosso povo a cada dia que passa se importa com sálarios,benefìcios e também com as leis que regem nosso país. A indignação é sim muito louvável espero que daqui pra frente isso se reflita em outras partes do funcionalismo público( vamos analizar se é justo os sálarios dos políticos, dos seus acessores....) Lamento apenas por ñ saberem o motivo principal da paralização( o correio ñ é resumido apenas a carteiros) se essa empresa pública de capital fechado aplica-se o PCCS na forma que foi contituido em 1995 nada disso teria acontecido. Pra finalizar gostaria apenas informar que os funcionários dos correios NÃO são funcionários públicos. 11 opiniões
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Helena Manzione (571) 22/07/2008 13h50
Helena Manzione (571) 22/07/2008 13h50
Perigoso é ser brasileiro 5 opiniões
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