Aerolíneas Argentinas volta para as mãos do governo
da Folha Online
da France Presse
As companhias aéreas Aerolíneas Argentinas e Austral, controladas pelo grupo espanhol Marsans, passaram para as mãos do governo da Argentina, anunciou o secretário de Transporte do país, Ricardo Jaime.
"O Estado nacional toma o controle a partir de hoje e chegamos a um acordo para a compra definitiva de todo o pacote acionário", disse Jaime ao anunciar o acordo, acompanhado de dirigentes das companhias e de sindicalistas.
Segundo o secretário dos Transportes, a decisão é adquirir 100% das ações e que o processo de transição será de 60 dias, período em que o governo argentino pretende estabelecer um valor para as empresas aéreas.
"A partir disso, vamos ver se transferimos uma parte das ações por licitação nacional e internacional", disse.
Intervenção
Na última terça-feira (15), a Marsans admitiu, ante o juiz que avaliava processo de intervenção na empresa, dívida superior a US$ 800 milhões, incluindo o passivo exigível (valor de recursos de terceiros) de US$ 240 milhões.
Até então, a Marsans havia sustentado que a companhia tem dívidas exigíveis de US$ 240 milhões, enquanto o governo informava a cifra do passivo total.
O governo argentino havia solicitado na semana passada intervenção judicial na empresa, a fim de garantir as operações. A Marsans detinha 94,4% da Aerolíneas e 97% da filial Austral, enquanto que o governo argentino respondia por 5% na Aerolíneas e os empregados da companhia, por 0,60%.
A Aerolíneas Argentinas foi privatizada em 1990, quando foi adquirida pela espanhola Ibéria. Em outubro de 2001, o grupo Marsans passou a controlar a companhia com quase 95% das ações, por um valor simbólico de US$ 1, enquanto o Estado investiu US$ 700 milhões para cobrir passivos.
A Aerolíneas Argentina e a Austral, ambas controladas pelo grupo Marsans, concentram 80% dos vôos no país.
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