Dinheiro
18/07/2008 - 11h04

Cerca de 20 mil funcionários estão em greve, diz Correios

FERNANDO ANTUNES
Colaboração para a Folha Online

A paralisação na ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) conta com a adesão 19,8 mil funcionários, de um total de 110 mil empregados, de acordo com o último levantamento divulgado pela empresa. A greve chega nesta sexta-feira ao 18º dia e causou o atraso de 127 milhões de correspondências.

Entre os carteiros, a adesão a greve é maior e, segundo a empresa, 14,3 mil entregadores, entre 53 mil, estão de braços cruzados.

A audiência de conciliação no TST (Tribunal Superior do Trabalho), realizada ontem, não conseguiu unificar em uma proposta os trabalhadores e os Correios. O presidente do TST, ministro Rider Nogueira de Brito, recebeu sugestões diferentes de acordo para suspender a paralisação.

Rubens Cavallari/Folha Imagem
Funcionários dos Correios realizaram assembléia em frente a Praça da Sé, em São Paulo
Funcionários da ECT realizaram assembléia em frente a praça da Sé, em São Paulo

Os Correios aceitam discutir alguns pontos do Plano de Cargos, Carreiras e Salários de 2008, com mediação do TST. Além disso, a empresa pagaria, durante os meses de julho, agosto e setembro de 2008, abono emergencial de 30% do salário base dos carteiros. Sobre os dias parados, os Correios descontariam 50% e os outros 50% seriam compensados pelos grevistas.

A Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares) não concorda com a proposta e quer discutir todo plano de carreira, fixar os 30% como adicional de periculosidade para os carteiros e a empresar pagar 50% dos dias parados, com os outros 50% sendo compensados pelos funcionários.

Reivindicação

A paralisação começou com os funcionários reclamando que os Correios não fizeram a incorporação de 30% de adicional de periculosidade nos salários, negociação do plano de carreira e participação nos lucros, que estariam previsto no acordo firmado em novembro do ano passado e ratificado em abril deste ano.

A empresa afirma que o compromisso foi cumprido, com a adoção do plano de carreira e o pagamento de um adicional de R$ 260 já na folha deste mês.

Após sorteio, o ministro do TST Maurício Godinho Delgado foi definido para ser o relator do julgamento da ação de abusividade da greve. Mas como tribunal está em recesso jurídico, Godinho só irá avaliar o processo a partir de 1º de agosto. Enquanto isso, o fim da paralisação depende de um acordo entre as partes ou uma medida liminar do presidente do TST.

Comentários dos leitores
rubens luiz (3) 24/07/2008 21h57
rubens luiz (3) 24/07/2008 21h57
Fico feliz ao ler estes comentários, principalmente por perceber que nosso povo a cada dia que passa se importa com sálarios,benefìcios e também com as leis que regem nosso país. A indignação é sim muito louvável espero que daqui pra frente isso se reflita em outras partes do funcionalismo público( vamos analizar se é justo os sálarios dos políticos, dos seus acessores....) Lamento apenas por ñ saberem o motivo principal da paralização( o correio ñ é resumido apenas a carteiros) se essa empresa pública de capital fechado aplica-se o PCCS na forma que foi contituido em 1995 nada disso teria acontecido. Pra finalizar gostaria apenas informar que os funcionários dos correios NÃO são funcionários públicos. sem opinião
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Helena Manzione (169) 22/07/2008 13h50
Helena Manzione (169) 22/07/2008 13h50
SAO PAULO / SP
Perigoso é ser brasileiro 1 opinião
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josé reis barata barata (1638) 22/07/2008 09h23
josé reis barata barata (1638) 22/07/2008 09h23
ARACAJU / SE
Gratificações salariais e o jeitinho brasileiro.
A divisão do trabalho, especialidades, profissões denominadas cargos (no serviço público) e empregos (na iniciativa privada) têm seus fundamentos em características particulares que as identificam e personalizam. Ora, no momento em que se procura nos diversos róis de atribuições que os conformam razões para adicionar a este ou aquele salário determinado, esta ou aquela gratificação correspondente; evidente que todos, são diferentes, sem exceção e independente do nível, e por isto apresentarão sempre suficientes razões para,também, todos, as fazer jus. O percentual então é caso mais ridículo e desarrazoado ainda :apresenta-se como se fosse humanamente possível estabelecer, sem arbítrio, o valor matemático relativo desta ou daquela complexidade ou dificuldade do cargo/ emprego. Tudo, tudo "jeitinho brasileiro de ser": Mitos, hipocrisias e inverdades!
O que é o real, sério, honesto e correto e o moral: é o salário único, decente,digno e sem adereços e endereços políticos, com reajustes corretivos e iguais para todos que o mundo financeiro detesta, pois , reduz juros e lucros do capital empregado, sem a mentira do respectivo aumento geral dos bens e serviços e, ainda que ocorram, simples mudança nos termos nominais .
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