Governo espanhol vê como satisfatório acordo sobre Aerolíneas Argentinas
da Efe, em Madri
A vice-presidente de governo espanhol, María Teresa Fernández de la Vega, qualificou de "satisfatório" o acordo alcançado com o governo argentino sobre a companhia aérea Aerolíneas Argentinas. O governo de Cristina Kirchner fechou um acordo com o grupo espanhol Marsans, que vai transferir 94,41% das ações da empresa aérea para o Estado.
O secretário de Transporte da Argentina, Ricardo Jaime, anunciou na última quinta-feira (17) que as companhias aéreas Aerolíneas Argentinas e Austral, controladas pelo grupo espanhol Marsans, passaram para as mãos do governo da Argentina.
Durante coletiva de imprensa, após reunião do gabinete ministerial espanhol, em Madri, Fernández de la Vega informou que o governo acompanhou as negociações da Marsans durante a negociação com o Executivo argentino. Ela disse ainda que o governo espanhol "tem trabalhado sempre para garantir que o acordo contenha sempre elementos que contribuam para a segurança política da Argentina".
Depois do acordo entre o governo argentino e o grupo Marsans, se inicia um período de dois meses em que se realizará uma auditoria interna para determinar o preço das ações que serão transferidas ao Estado, que já possui participação de 5% da companhia aérea.
Intervenção
Na última terça-feira (15), a Marsans admitiu, ante o juiz que avaliava processo de intervenção na empresa, dívida superior a US$ 800 milhões, incluindo o passivo exigível (valor de recursos de terceiros) de US$ 240 milhões.
Até então, a Marsans havia sustentado que a companhia tem dívidas exigíveis de US$ 240 milhões, enquanto o governo informava a cifra do passivo total.
O governo argentino havia solicitado na semana passada intervenção judicial na empresa, a fim de garantir as operações. A Marsans detinha 94,4% da Aerolíneas e 97% da filial Austral, enquanto que o governo argentino respondia por 5% na Aerolíneas e os empregados da companhia, por 0,60%.
A Aerolíneas Argentinas foi privatizada em 1990, quando foi adquirida pela espanhola Ibéria. Em outubro de 2001, o grupo Marsans passou a controlar a companhia com quase 95% das ações, por um valor simbólico de US$ 1, enquanto o Estado investiu US$ 700 milhões para cobrir passivos.
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