Dinheiro
18/07/2008 - 17h34

Presidente do TST dá ultimato para grevistas e Correios

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FERNANDO ANTUNES
Colaboração para a Folha Online

O presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministro Rider Nogueira de Brito, convocou os representantes dos trabalhadores e dos Correios para definir um acordo para o fim da greve na empresa, que já dura 18 dias.

A reunião está marcada para o fim da tarde desta sexta-feira e, caso as partes não cheguem a um entendimento, será marcada a data para julgamento do caso.

Na terça-feira, o presidente do TST sorteou o ministro Maurício Godinho Delgado para relatar o julgamento da ação de abusividade da greve. Mas como tribunal está em recesso jurídico, Godinho só irá avaliar o processo a partir de 1º de agosto.

Roosewelt Pinheiro/ABr
O presidente do TST, Rider Nogueira de Brito, quer acordo entre grevistas e Correios
O presidente do TST, Rider Nogueira de Brito, quer acordo entre grevistas e Correios

Enquanto isso, o fim da paralisação depende de um acordo entre as partes ou uma medida liminar do presidente do TST, quer também pode convocar extraordinariamente um julgamento.

Governo

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, marcou para este sábado uma reunião com representantes dos trabalhadores e da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) para negociar o fim da greve. Segundo a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), o encontro será às 11h, na sede dos Correios, em Brasília.

A reunião de amanhã é a primeira envolvendo o ministro Hélio Costa desde a deflagração da greve, em 1º de julho. A categoria reivindica o cumprimento de um acordo assinado com os Correios em novembro de 2007 e ratificado em abril deste ano. A Fentect afirma que, na ocasião, o compromisso teve o apoio de Costa.

Na semana passada, o ministro afirmou que não concordava com a paralisação, pois os Correios tinham cumprido o acordo assinado.

"Não precisa ir à greve. Greve a gente só usa em última instância, e infelizmente a greve nos Correios foi a primeira instância. Ao invés de discutir até o último momento, preferiu-se fazer uma greve que prejudica o país. Nós e a diretoria dos Correios estamos atendendo praticamente a todas as reivindicações", disse Costa.

Adesão

A paralisação conta com a adesão 19,8 mil funcionários, de um total de 110 mil empregados, de acordo com o último levantamento divulgado pela empresa. A greve chega nesta sexta-feira ao 18º dia e causou o atraso de 127 milhões de correspondências.

Entre os carteiros, a adesão a greve é maior e, segundo a empresa, 14,3 mil entregadores, entre 53 mil, estão de braços cruzados.

A greve começou com os funcionários reclamando que os Correios não fizeram a incorporação de 30% de adicional de periculosidade nos salários, negociação do plano de carreira e participação nos lucros, que estariam previsto no acordo firmado em novembro do ano passado e ratificado em abril deste ano.

A empresa afirma que o compromisso foi cumprido, com a adoção do plano de carreira e o pagamento de um adicional de R$ 260 já na folha deste mês.

Comentários dos leitores
Carlos SANTOS (2) 18/09/2009 14h04
Carlos SANTOS (2) 18/09/2009 14h04
hoje temos muitos exemplos de privatizaçoes do patrimonio publico que não tiveram exito, sou contra privatizaçao dos correios, pois as empresas que comprarem visam apenas pegar o filé ( grandes centros e capitais )e deixar para o governo cidades de menor porte, o que tem que ser feito e´sim ter na empresa uam administraçao de carreira e não cargos politicos o qual os correios tambem sofrem com essas indicaçoes, e estes ganham altos salarios. sem opinião
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rubens luiz (3) 24/07/2008 21h57
rubens luiz (3) 24/07/2008 21h57
Fico feliz ao ler estes comentários, principalmente por perceber que nosso povo a cada dia que passa se importa com sálarios,benefìcios e também com as leis que regem nosso país. A indignação é sim muito louvável espero que daqui pra frente isso se reflita em outras partes do funcionalismo público( vamos analizar se é justo os sálarios dos políticos, dos seus acessores....) Lamento apenas por ñ saberem o motivo principal da paralização( o correio ñ é resumido apenas a carteiros) se essa empresa pública de capital fechado aplica-se o PCCS na forma que foi contituido em 1995 nada disso teria acontecido. Pra finalizar gostaria apenas informar que os funcionários dos correios NÃO são funcionários públicos. 11 opiniões
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Helena Manzione (571) 22/07/2008 13h50
Helena Manzione (571) 22/07/2008 13h50
Perigoso é ser brasileiro 5 opiniões
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