Governo e sindicato fecham acordo para fim da greve dos Correios
da Folha Online
Um acordo fechado entre o ministro Hélio Costa e o sindicato que representa os funcionários dos Correios deve por fim à greve que começou no dia 1º de julho. As partes negociaram um adicional de 30% de risco. A decisão ainda será votada pelos funcionários em assembléia.
A reunião foi convocada pelo presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministro Rider Nogueira de Brito e teve a presença representantes da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos).
Brito havia afirmado ontem que, caso trabalhadores e empresa não chegassem a um acordo, iria marcar a data do julgamento da ação de abusividade da greve, proposta pelos Correios.
Ontem, a paralisação contava com a adesão de 19,8 mil funcionários, de cerca de 110 mil empregados. Entre os carteiros, a adesão a greve foi maior e, segundo a empresa, 14,3 mil entregadores, entre 53 mil, pararam.
Nos 19 dias de paralisação, cerca de 420,6 milhões de correspondências foram postadas, mas 69% chegaram no destinatário. Entre as encomendas, 96,4%, de 10,2 milhões de pacotes, já foram entregues.
Segundo os Correios, o acordo prevê o adicional de 30% para 43 mil carteiros que trabalham na distribuição e coleta externa, retroativo a junho de 2008. Aos demais funcionários da distribuição e aos atendentes em guichê de agência, a empresa continuará pagando o valor fixo de R$ 260.
Também pelo acordo, os dias parados não serão descontados, mas compensados, mediante banco de horas e os Correios e a Fentect voltarão a discutir, em agosto, na data-base da categoria, os termos do Plano de Cargos, Carreiras e Salários de 2008.
O crédito do vale-refeição --alimentação ou cesta-- será efetuado após o encerramento da greve.
O acordo será submetido ao TST para homologação na segunda-feira (21).
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