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Dinheiro
19/07/2008 - 20h09

Governo e sindicato fecham acordo para fim da greve dos Correios

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da Folha Online

Um acordo fechado entre o ministro Hélio Costa e o sindicato que representa os funcionários dos Correios deve por fim à greve que começou no dia 1º de julho. As partes negociaram um adicional de 30% de risco. A decisão ainda será votada pelos funcionários em assembléia.

A reunião foi convocada pelo presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministro Rider Nogueira de Brito e teve a presença representantes da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos).

Brito havia afirmado ontem que, caso trabalhadores e empresa não chegassem a um acordo, iria marcar a data do julgamento da ação de abusividade da greve, proposta pelos Correios.

Ontem, a paralisação contava com a adesão de 19,8 mil funcionários, de cerca de 110 mil empregados. Entre os carteiros, a adesão a greve foi maior e, segundo a empresa, 14,3 mil entregadores, entre 53 mil, pararam.

Nos 19 dias de paralisação, cerca de 420,6 milhões de correspondências foram postadas, mas 69% chegaram no destinatário. Entre as encomendas, 96,4%, de 10,2 milhões de pacotes, já foram entregues.

Segundo os Correios, o acordo prevê o adicional de 30% para 43 mil carteiros que trabalham na distribuição e coleta externa, retroativo a junho de 2008. Aos demais funcionários da distribuição e aos atendentes em guichê de agência, a empresa continuará pagando o valor fixo de R$ 260.

Também pelo acordo, os dias parados não serão descontados, mas compensados, mediante banco de horas e os Correios e a Fentect voltarão a discutir, em agosto, na data-base da categoria, os termos do Plano de Cargos, Carreiras e Salários de 2008.

O crédito do vale-refeição --alimentação ou cesta-- será efetuado após o encerramento da greve.

O acordo será submetido ao TST para homologação na segunda-feira (21).

Comentários dos leitores
Carlos SANTOS (2) 18/09/2009 14h04
Carlos SANTOS (2) 18/09/2009 14h04
hoje temos muitos exemplos de privatizaçoes do patrimonio publico que não tiveram exito, sou contra privatizaçao dos correios, pois as empresas que comprarem visam apenas pegar o filé ( grandes centros e capitais )e deixar para o governo cidades de menor porte, o que tem que ser feito e´sim ter na empresa uam administraçao de carreira e não cargos politicos o qual os correios tambem sofrem com essas indicaçoes, e estes ganham altos salarios. sem opinião
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rubens luiz (3) 24/07/2008 21h57
rubens luiz (3) 24/07/2008 21h57
Fico feliz ao ler estes comentários, principalmente por perceber que nosso povo a cada dia que passa se importa com sálarios,benefìcios e também com as leis que regem nosso país. A indignação é sim muito louvável espero que daqui pra frente isso se reflita em outras partes do funcionalismo público( vamos analizar se é justo os sálarios dos políticos, dos seus acessores....) Lamento apenas por ñ saberem o motivo principal da paralização( o correio ñ é resumido apenas a carteiros) se essa empresa pública de capital fechado aplica-se o PCCS na forma que foi contituido em 1995 nada disso teria acontecido. Pra finalizar gostaria apenas informar que os funcionários dos correios NÃO são funcionários públicos. 11 opiniões
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Helena Manzione (571) 22/07/2008 13h50
Helena Manzione (571) 22/07/2008 13h50
Perigoso é ser brasileiro 5 opiniões
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