Para Miguel Jorge, elevação na taxa de juros é "necessária"
MARCELA CAMPOS
da Folha de S.Paulo
Um novo aumento dos juros, pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central, é "absolutamente necessário", disse ontem o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, na Associação Comercial de São Paulo.
"Entre ter juros e inflação, prefiro juros. (...)Mesmo depois de dois aumentos, investimentos de empresas que estão produzindo, vendendo e reinvestindo no país continuam fortes." O ministro acrescentou que "até a Fiesp" (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) concordou que uma elevação é "aceitável" para controlar a inflação.
Questionado sobre como o empresário pode resistir à valorização do real, a alta da inflação e ao aumento dos juros, ele disse: "Desde 1986, o empresário brasileiro passou por seis moedas e oito planos econômicos heterodoxos. Ele vai sobreviver a qualquer tempestade". Para o ministro, a aceleração da inflação é passageira, efeito de fenômenos mundiais com reflexos no Brasil, como a alta dos preços dos alimentos e do petróleo.
O BC se reúne nesta semana para decidir sobre a nova Selic. O mercado financeiro aposta que deverá se manter o ritmo da correção dos juros e elevará a taxa em 0,5 ponto percentual, de 12,25% ao ano para 12,75% ao ano.
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