Ajuda a empresas hipotecárias é crucial para estabilizar mercado, diz Paulson
da Folha Online
A estabilidade das duas maiores empresas do setor hipotecário dos EUA, a Fannie Mae e a Freddie Mac (que contam com respaldo do governo), é crucial para reduzir a incerteza nos mercados financeiros dos EUA e abrir caminho para a recuperação econômica do país, disse nesta terça-feira o secretário do Tesouro, Henry Paulson.
"A estabilidade da Fannie [Mae] e da Freddie [Mac] é crítica para a estabilidade do mercado financeiro. A atividade contínua é central para a velocidade com a qual vamos emergir dessa correção no mercado imobiliário e remover a incerteza subjacente nos mercados financeiros e nas instituições financeiras", disse Paulson --que disse ainda que o Congresso precisa aprovar o aumento das linhas de crédito à disposição das duas empresas.
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O atual montante de créditos disponível para as duas sociedades é de cerca de US$ 2,250 bilhões, valor fixado pelo Congresso americano há quase 40 anos. As duas empresas garantem hipotecas no valor de US$ 5,3 trilhões.
O plano de resgate do governo prevê o aumento temporário da linha de crédito que as duas companhias têm com o Tesouro e aquisição, em última instância, de ações destas empresas. O Fed, por sua vez, autorizou o banco da autoridade monetária em Nova York a proporcionar capital às duas empresas, em caso de emergência.
Paulson disse que a maior prioridade do departamento agora é estabilizar os mercados financeiros e as instituições financeiras e que não tem escolha a não ser pedir ao Congresso a ajuda às duas empresas hipotecárias.
"Eu preferiria não estar na posição de ter de pedir autoridade extraordinária para ajudar (...) Mas tenho que jogar com as cartas que tenho na mão", disse.
"Agora, mais do que nunca, precisamos da Fannie e da Freddie financiando hipotecas", afirmou. "Isso significa que precisamos, no curto prazo, adotar medidas para impulsionar a confiança nas duas empresas, além de tomar medidas para lidar com o risco sistêmico em potencial que elas representam."
Para o secretário, a recuperação no mercado financeiro vai levar tempo. "Experimentamos mais contratempos recentemente, e até que o mercado imobiliário se estabilize, devemos esperar mais pressão nos mercados (...) Sair da recente turbulência vai levar mais tempo, enquanto os mercados e as instituições financeiras continuam a avaliar o risco e a estipular novos preços para os títulos em uma série de setores."
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