Petróleo fecha em baixa depois de voltar aos US$ 125
da Folha Online
O preço do petróleo fechou em baixa nesta terça-feira, depois de ter recuado até os US$ 125 pela primeira vez desde o mês passado. A expectativa dos investidores de que a tempestade tropical Dolly não afete as principais unidades petrolíferas instaladas no golfo do México trouxe alívio aos investidores, o que favoreceu os negócios.
O barril do petróleo cru para entrega em agosto (cujos contratos expiraram hoje), negociado na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), encerrou o dia cotado a US$ 127,95, em baixa de 2,36%. O maior valor atingido pelo barril hoje foi de US$ 132,07 e o menor, de US$ 125,63. O barril para entrega em setembro (próxima referência) encerrou o dia cotado a US$ 131,82.
No último dia 11, o barril atingiu a marca recorde de US$ 147,27, influenciado por fatores como as recentes tensões entre Irã e Israel devido o programa nuclear iraniano, os efeitos da desvalorização do dólar, o crescimento da demanda em países emergentes como a China e os riscos ao fornecimento mundial com a interrupção de produção em algumas das instalações na Nigéria.
O analista Victor Shum, da Purvin & Gertz em Cingapura, disse à agência de notícias Associated Press (AP) que esses fatores perderam um pouco do efeito nos últimos dias, mas a tendência é que o preço continue alto e volte a subir no futuro próximo. "Houve uma desaceleração na demanda na China e a situação no Irã ainda é indefinida (...) Tivemos uma correção, mas espero uma retomada das altas no futuro próximo", disse.
Ontem o petróleo chegou a subir devido ao temor de que a tempestade Dolly ingressasse no golfo do México e afetasse as instalações petrolíferas da região. O NHC (Centro Nacional de Furacões, na sigla em inglês), no entanto, informou que a tempestade pode vir a se tornar um furacão, mas não um de grandes proporções. A petrolífera anglo-holandesa Royal Dutch Shell informou ontem que iria retirar seus funcionários das unidades localizadas no lado ocidental do golfo, mas que não espera prejuízos a produção devidos à tempestade.
A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) anunciou reunião extraordinária para 17 de dezembro, na Argélia, país que ocupa atualmente a presidência interina do cartel. Segundo o ministério de Energia da Argélia, a reunião servirá para "examinar a situação do mercado petroleiro".
Um porta-voz do cartão confirmou a reunião extraordinária, cujo anuncio será oficializado na reunião da Opep de 9 de setembro, em Viena.
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Eu não sei ao certo o que poderá acontecer com a nossa estatal no futuro, mas eu torço para que ela se torne uma grande empresa.
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