Acordo sobre hipotecas vai dar novo rumo à economia dos EUA, diz Paulson
da Efe, em Washington
O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, afirmou nesta quarta-feira que o acordo entre o governo e o Congresso dos Estados Unidos sobre uma lei de hipotecas ajudará a economia do país a "mudar de rumo".
O presidente americano, George W. Bush, deixou de se opor hoje a um projeto de lei para acalmar os mercados financeiros e sobre o qual ele se opunha.
Espera-se que a Câmara de Representantes vote hoje mesmo a lei que inclui um apoio explícito do governo às firmas hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, que têm em suas mãos quase metade da dívida hipotecária do país de cerca de US$ 12 trilhões.
"Esta é uma mensagem muito firme que enviamos aos investidores nos EUA e no mundo todo, no sentido que compreendemos a importância destas empresas para nossos mercados de capitais e de habitação", declarou Paulson após o anúncio do acordo.
"Estas medidas são fundamentais para nos ajudar a mudar o rumo e se encaminha para a correção no mercado hipotecário", declarou.
Ele afirmou que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) manterá seu "papel de consulta" junto com um novo escritório de regulação que estabelecerá normas de capitais para o Fannie Mae e o Freddie Mac.
O Escritório de Orçamento do Congresso, uma agência não partidária que elabora análises e relatórios para os deputados, calculou ontem que este socorro do governo às empresas hipotecárias terá um custo de pelo menos US$ 25 bilhões.
Nova opinião
A mudança de opinião de Bush foi comunicada pela porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, nesta quarta-feira. "Acreditamos que essa não é a hora para uma disputa prolongada sobre vetos", disse.
Além da ajuda às duas empresas, o pacote deve oferecer uma revisão na supervisão de ambas e permitir que o governo garanta até US$ 300 bilhões em hipotecas refinanciadas. Bush se opunha ao pacote dizendo que ele iria ajudar banqueiros e financiadoras, e não os mutuários com dificuldades em quitar suas dívidas.
O pacote permitirá às duas empresas a adquirir financiamentos imobiliários de até US$ 625 mil, um valor menor que o que pretendiam os deputados democratas, mas maior que o que pretendiam os senadores. As duas companhias hipotecárias também passariam a ter mais controle sobre os pagamentos dos altos executivos de ambas.
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