BC surpreende e anuncia aumento maior dos juros, para 13% ao ano
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) anunciou nesta quarta-feira, por unanimidade, um aumento de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros, elevando a Selic de 12,25% para 13% ao ano. Em ponto percentual (pp), trata-se da maior alta promovida desde fevereiro de 2003 --à época, a taxa passou de 25,5% para 26,5%. Desde então, as elevações, quando ocorreram, foram de 0,25 pp ou 0,5 pp.
A decisão surpreendeu a maioria dos analistas do mercado financeiro, que esperavam um aumento de 0,5 ponto. Parte dos economistas, no entanto, já previa que o BC poderia acelerar o ritmo de alta dos juros para evitar uma disparada da inflação.
Entenda como a taxa básica de juros influencia a economia
"Avaliando o cenário macroeconômico e com vistas a promover tempestivamente a convergência da inflação para a trajetória de metas, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 13% ao ano, sem viés", informou o comitê em nota após a reunião.
| Arte/Folha Online | ||
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Esse é o terceiro aumento da taxa em 2008. No início do ano, a Selic estava em 11,25% ao ano. Com a alta da inflação, porém, o BC iniciou uma nova série de aumentos dos juros para tentar segurar a escalada de preços --foram dois aumentos de 0,5 ponto percentual.
Agora, os juros voltaram ao mesmo patamar de janeiro de 2007. O maior nível da taxa Selic no governo Lula foi alcançado no início do governo, justamente em fevereiro de 2003 (26,5% ao ano).
Novos aumentos
Esse não deve ser o último aumento de juros neste ano. Os economistas ouvidos pelo próprio BC esperam que a taxa básica termine 2008 em 14,25% ao ano.
O mercado espera uma nova alta para 13,25% na reunião do Copom no início de setembro; outra para 13,75% em outubro; e para 14,25% em dezembro --o Copom se reúne a cada 45 dias, aproximadamente.
Em janeiro de 2009, os juros chegariam a 14,75% e só voltariam a cair, na previsão do mercado, no segundo semestre, para terminar o ano em 13,75% a.a..
Inflação acima da meta
A alta dos juros é uma tentativa do BC de evitar que a inflação estoure o teto da meta para 2008. A meta definida pelo governo para o IPCA (indicador oficial de inflação medido pelo IBGE) é de 4,5% (centro da meta), com tolerância de dois pontos, podendo chegar a 6,5% (teto da meta).
O próprio BC prevê uma inflação de 6% para este ano e de 4,7% para 2009, ambas acima do centro da meta.
A instituição também já admite que há 25% de chances de a inflação estourar o teto da meta para este ano. Para os economistas ouvidos pelo BC, o IPCA vai terminar 2008 em 6,53%.
Apesar do discurso de parte do governo de que a inflação estaria restrita aos preços dos alimentos, o BC já admite que ela tem contaminado outros setores da economia.
Parte desse efeito será sentido nas tarifas e aluguéis reajustados pelos IGPs (Índice Geral de Preços), por exemplo, que devem fechar o ano acima de 12%, na previsão de mercado financeiro.
Enquanto for necessário
O próprio presidente do BC, Henrique Meirelles, afirmou que, mesmo tirando os alimentos da inflação, o IPCA acumulado em 12 meses já supera os 6%.
Na avaliação de Meirelles, os preços no Brasil estão sendo influenciados não só pelo aumento internacional dos alimentos, mas também pelo forte consumo interno e pelo aumento do crédito.
O volume de crédito país bateu novo recorde no mês passado, apesar do aumento dos juros. Mesmo assim, já se verifica uma desaceleração nos empréstimos das pessoas físicas.
Por isso, os diretores do BC vêm afirmando que para segurar a inflação, continuarão aumentando os juros "enquanto for necessário".
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Como diria a Copélia: "Prefiro não comentar!"
Eles não querem que o Brasil desenvolva, ou cresça. Eles querem conter o desenvolvimento, por isso que eles ficam lambendo o FMI, essas ONGs malditas, e as "queridas" dicas dos grandões. A Índia, a China, e a Rússia, não seguem eles e dá no que dá, estão crescendo muito mais que a gente... sendo a India e a China com inflação um pouco acima da nossa, sem aumento de juros.
Mais décadas virão e a América Latina continuara sendo o "continente do futuro", enquanto a Ásia que era muito mais pobre que nós, caminha para o desenvolvimento.
Não da mais, eu tenho que ir pra Austrália. Sinceramente.
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