Indústria desaprova BC e defende política gradual para controlar inflação
da Folha Online
Atualizada às 21h13
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) desaprovou a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) de elevar em 0,75 ponto percentual a taxa básica de juros, de 12,25% para 13% ao ano. A entidade defende a adoção de uma política monetária gradual para coordenar as expectativas em torno da inflação.
"Em um ambiente de incerteza inflacionária, a política monetária gradual é mais eficaz para coordenar as expectativas de elevação dos preços. A alteração dessa postura, com a intensificação do aperto monetário, resultará em maiores danos ao próprio processo de crescimento econômico", afirmou, em nota, o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Armando Monteiro Neto.
Entenda como a taxa básica de juros influencia a economia
Segundo ele, o Banco Central deveria "manter o ritmo e esperar pelas naturais defasagens dos impactos da política monetária restritiva". Em ponto percentual (pp), a decisão de elevar os juros em 0,75 pp, nesta quarta-feira, trata-se da maior alta promovida desde fevereiro de 2003 --à época, a taxa passou de 25,5% para 26,5%. Desde então, as elevações, quando ocorreram, foram de 0,25 pp ou 0,5 pp.
"A idéia de acelerar o movimento de redução do consumo das famílias, via aumento mais intenso dos juros, não irá gerar os benefícios desejados, uma vez que muito da inflação é originada globalmente, dado o aumento dos preços internacionais dos alimentos", avaliou.
A CNI voltou a defender a redução de gastos de governo. Para a entidade, a redução dos gastos governamentais é crucial para que as expectativas convirjam para a meta de inflação. "A maior consonância entre as políticas fiscal e monetária, com a elevação da meta do superávit primário, enseja a perspectiva de um ciclo monetário menos duradouro", avalia.
Em nota, a Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) admitiu que o recente movimento de alta de preços e a deterioração das expectativas futuras "constituem o principal desafio para a estabilidade econômica", mas também defendeu a combinação de ações de política monetária e fiscal como política econômica.
"É preciso que o setor público dê sua contribuição com a contenção de seus gastos. Essa contribuição permitirá que o ônus do ajuste não fique exclusivamente com o setor privado, à custa de menor crescimento.
Vírus
A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) chamou a inflação de "vírus" --que traz ameaças-- e disse que para combatê-lo não há um único tratamento, mas outros antídotos além da elevação da taxa de juros.
"O impulso inflacionário que a economia do Brasil vive neste momento é conseqüência de um vírus, importado, que adoece nações em todo o mundo. Não podemos, porém, ignorar o perigo de que se torne uma epidemia em nosso país", comparou.
Embora defenda o "firme combate à inflação", a Fiesp afirmou que segue comprometida com o crescimento do país. "Seria mais eficaz se a gestão das políticas monetária e fiscal fossem compartilhadas, e a sua coordenação exercida de maneira adequada. O que, infelizmente, não é realidade."
"Temos, desta forma, um quadro surreal de política econômica, cujo resultado é uma taxa de juros muito elevada, vitimando a sociedade com prejuízos imediatos. Um exemplo disso, está na sobrevalorização da taxa de câmbio que, cada vez mais, compromete a competitividade do produto brasileiro", avalia Paulo Skaf, presidente da Fiesp, em nota.
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Como diria a Copélia: "Prefiro não comentar!"
Eles não querem que o Brasil desenvolva, ou cresça. Eles querem conter o desenvolvimento, por isso que eles ficam lambendo o FMI, essas ONGs malditas, e as "queridas" dicas dos grandões. A Índia, a China, e a Rússia, não seguem eles e dá no que dá, estão crescendo muito mais que a gente... sendo a India e a China com inflação um pouco acima da nossa, sem aumento de juros.
Mais décadas virão e a América Latina continuara sendo o "continente do futuro", enquanto a Ásia que era muito mais pobre que nós, caminha para o desenvolvimento.
Não da mais, eu tenho que ir pra Austrália. Sinceramente.
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