Comércio diz que alta dos juros compromete crescimento do país
da Folha Online
As entidades que representam o comércio criticaram a decisão do Copom (Comitê de Política Econômica) de elevar a taxa Selic em 0,75 ponto percentual, para 13% ao ano, e afirmaram que tem a medida pode comprometer o crescimento do país.
Entenda como a taxa básica de juros influencia a economia
Para a Fecomercio-SP, "a dose dos juros é cavalar" e "o correto seria o governo cortar os gastos públicos".
A entidade informou que considera o atual ciclo de aperto monetário "representará o fim de um período de crescimento robusto do PIB brasileiro para o retorno aos desempenhos medíocres, iguais ou inferiores a 3% ao ano, a partir de 2009". Para a Fecomercio, a inflação precisa ser controlada, mas não apenas com elevação dos juros.
De acordo com as projeções da Fecomercio, em algum momento do segundo semestre os indicadores devem começar a apontar para um desaquecimento dos investimentos que seriam responsáveis pelo crescimento futuro. Segundo a entidade, se as previsões do mercado se confirmarem e a Selic chegar ao final do ano no patamar de 14,5% ou 15%, a tendência é que o crescimento de 2009 fique reduzido.
"Este é o resultado de se atribuir ao Banco Central um duplo papel, o de fazer política monetária e ao mesmo tempo compensar a má política fiscal do país", reclamou a Fecomercio.
A Fecomércio do Rio também afirmou que descorda da posição do Banco Central. "O aperto monetário será ineficiente, caso seja vez mantido o patamar atual de gastos públicos", afirmou Orlando Diniz, presidente da Fecomércio-RJ
"Com juros em alta, perde-se dinamismo econômico, o país cresce menos e a arrecadação diminui. Com as despesas engessadas, o governo tende a aumentar sua necessidade de financiamento e, assim, volta a elevar os juros. Sem disciplina fiscal, o governo pode levar o país para um ciclo perigoso e o torna ainda mais vulnerável à pressão inflacionária pela qual passa todo o mundo", disse.
A ACSP (Associação Comercial de São Paulo) afirmou que a alta dos juros traz preocupação. Alencar Burti, presidente da entidade, afirmou que a medida "parece sinalizar que os aumentos dos juros serão maiores do que o esperado. É preciso, contudo, que o Banco Central se mantenha atento para os efeitos negativos da elevação dos juros sobre a economia, especialmente no tocante aos investimentos, que parecem estar sendo atingidos mais rapidamente do que o consumo", afirmou.
Burti também comentou que Banco Central tem de "considerar o impacto das taxas de juros sobre o câmbio, pois a valorização do real já está afetando negativamente a balança comercial e, também, que a alta dos alimentos decorre da situação internacional".
Para ele, "o instrumento mais adequado para conter a inflação com menor custo econômico e social é a redução das despesas do governo, o que permitiria manter o consumo privado".
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Como diria a Copélia: "Prefiro não comentar!"
Eles não querem que o Brasil desenvolva, ou cresça. Eles querem conter o desenvolvimento, por isso que eles ficam lambendo o FMI, essas ONGs malditas, e as "queridas" dicas dos grandões. A Índia, a China, e a Rússia, não seguem eles e dá no que dá, estão crescendo muito mais que a gente... sendo a India e a China com inflação um pouco acima da nossa, sem aumento de juros.
Mais décadas virão e a América Latina continuara sendo o "continente do futuro", enquanto a Ásia que era muito mais pobre que nós, caminha para o desenvolvimento.
Não da mais, eu tenho que ir pra Austrália. Sinceramente.
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