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Dinheiro
23/07/2008 - 20h11

Comércio diz que alta dos juros compromete crescimento do país

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da Folha Online

As entidades que representam o comércio criticaram a decisão do Copom (Comitê de Política Econômica) de elevar a taxa Selic em 0,75 ponto percentual, para 13% ao ano, e afirmaram que tem a medida pode comprometer o crescimento do país.

Entenda como a taxa básica de juros influencia a economia

Para a Fecomercio-SP, "a dose dos juros é cavalar" e "o correto seria o governo cortar os gastos públicos".

A entidade informou que considera o atual ciclo de aperto monetário "representará o fim de um período de crescimento robusto do PIB brasileiro para o retorno aos desempenhos medíocres, iguais ou inferiores a 3% ao ano, a partir de 2009". Para a Fecomercio, a inflação precisa ser controlada, mas não apenas com elevação dos juros.

De acordo com as projeções da Fecomercio, em algum momento do segundo semestre os indicadores devem começar a apontar para um desaquecimento dos investimentos que seriam responsáveis pelo crescimento futuro. Segundo a entidade, se as previsões do mercado se confirmarem e a Selic chegar ao final do ano no patamar de 14,5% ou 15%, a tendência é que o crescimento de 2009 fique reduzido.

"Este é o resultado de se atribuir ao Banco Central um duplo papel, o de fazer política monetária e ao mesmo tempo compensar a má política fiscal do país", reclamou a Fecomercio.

A Fecomércio do Rio também afirmou que descorda da posição do Banco Central. "O aperto monetário será ineficiente, caso seja vez mantido o patamar atual de gastos públicos", afirmou Orlando Diniz, presidente da Fecomércio-RJ

"Com juros em alta, perde-se dinamismo econômico, o país cresce menos e a arrecadação diminui. Com as despesas engessadas, o governo tende a aumentar sua necessidade de financiamento e, assim, volta a elevar os juros. Sem disciplina fiscal, o governo pode levar o país para um ciclo perigoso e o torna ainda mais vulnerável à pressão inflacionária pela qual passa todo o mundo", disse.

A ACSP (Associação Comercial de São Paulo) afirmou que a alta dos juros traz preocupação. Alencar Burti, presidente da entidade, afirmou que a medida "parece sinalizar que os aumentos dos juros serão maiores do que o esperado. É preciso, contudo, que o Banco Central se mantenha atento para os efeitos negativos da elevação dos juros sobre a economia, especialmente no tocante aos investimentos, que parecem estar sendo atingidos mais rapidamente do que o consumo", afirmou.

Burti também comentou que Banco Central tem de "considerar o impacto das taxas de juros sobre o câmbio, pois a valorização do real já está afetando negativamente a balança comercial e, também, que a alta dos alimentos decorre da situação internacional".

Para ele, "o instrumento mais adequado para conter a inflação com menor custo econômico e social é a redução das despesas do governo, o que permitiria manter o consumo privado".

Comentários dos leitores
Maurício Do Carmo Ferreira (2) 23/08/2008 20h23
Maurício Do Carmo Ferreira (2) 23/08/2008 20h23
Sugiro à Folha adotar um comportamento neutro nas chamadas de reportagens. Cansei de ver torcida, opiniões, pensamentos e interesses particulares tendo chamadas conclusivas ou sugestivas de decisão ou fato consumado. Não vejo neutralidade no uso constante dos temos "inflação ACELERA" e "inflação desACELERA", nesse caso o sentido é reforçado; também não vejo neutralidade em exprimir opinião, mesmo de dois economistas, depois de um fato, como se houvesse lógica ou ligação intrínseca e direta entre os dois. Em "Inflação começa a cair, MAS BC DEVERÁ CONTINUAR A ELEVANDO OS JUROS" há um fato e logo a seguir uma opinião, que da forma como foi colocado parece um consenso, coisa que certamente não há. Cirilo Júnior nessa matéria ouve dois economistas e dispara que "especialistas apontam..." generalizando, sem a busca do contraditório. É necessário ter e deixar bem claro o que é informação e o que é opinião. 2 opiniões
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Bernardo Fonseca Mendes (25) 23/08/2008 10h20
Bernardo Fonseca Mendes (25) 23/08/2008 10h20
Você quer saber? Cansei.
Como diria a Copélia: "Prefiro não comentar!"
Eles não querem que o Brasil desenvolva, ou cresça. Eles querem conter o desenvolvimento, por isso que eles ficam lambendo o FMI, essas ONGs malditas, e as "queridas" dicas dos grandões. A Índia, a China, e a Rússia, não seguem eles e dá no que dá, estão crescendo muito mais que a gente... sendo a India e a China com inflação um pouco acima da nossa, sem aumento de juros.
Mais décadas virão e a América Latina continuara sendo o "continente do futuro", enquanto a Ásia que era muito mais pobre que nós, caminha para o desenvolvimento.
Não da mais, eu tenho que ir pra Austrália. Sinceramente.
13 opiniões
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Eu acho um absurso esse aumento dos juros,pois o consumidor sempre é quem sai penalizado.Os bancos a cada dia lucram mais e massacram bastante a população,pois nos dias de hoje sempre estamos a precisar desses agentes financeiros que cobram taxa extorsivas,deixando o correntista cada vez mais atônito.O Banco Central puxa a taxa selic pra cima e certamente os empresários vão fazer o acompanhamento no aumento dos preços das mercadorias.Veja se o que estou dizendo não faz sentido.Vamos pagar pra esses usurpadores cada vez mais se locupletarem do nosso patrimônio.Com tanto aumento nas taxas bancárias e nos juros pra empréstimo,acredito que os velhos tempo irão voltar, embora de forma bastante lenta.O nosso dinheiro ser guardado no fundo do baú.Ninguém aguenta mais tanto imposto.Gostaria que o Presidente da República olhasse melhor para o povo brasileiro,embora tenha melhorado algo,mas falta melhorar bastante.O salário do brasileiro ainda é pouco pra bancar o enriquecimento desses"aproveitadores financeiros".Chega de tanta mentira e falsidade.Está na hora de ser dado um basta em tudo isso.Avante povo brasileiro! sem opinião
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