Desemprego atinge menor nível para um mês de junho desde 2002, diz IBGE
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
Atualizado às 10h18
A taxa de desemprego no país ficou em 7,8% em junho, ante 7,9% em maio. Foi a menor taxa para um mês de junho desde o início da série histórica iniciada em março de 2002. Na comparação com junho de 2007, o desemprego teve redução de 1,9 ponto percentual. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Segundo o instituto, em relação a maio a taxa de desemprego manteve-se "estatisticamente estável". A população ocupada no país cresceu 1,1% em junho na comparação com maio. Em relação a junho de 2007, o crescimento foi de 4,5%.
Rendimento do trabalhador ainda cresce, mas perde força
A população ocupada atingiu o número de 21,7 milhões de pessoas; já o contingente de pessoas desocupadas somou 1,8 milhão, ficando estável em relação a maio, com queda de 17% em relação a junho de 2007.
O rendimento real dos trabalhadores ficou em R$ 1.216,50 em junho, com uma variação negativa de 0,3% em relação a maio e alta de 1,7% em relação a junho de 2007.
Semestre
O nível de desemprego no primeiro semestre também foi o menor da série histórica iniciada em 2002. Na média de janeiro a junho, o desemprego ficou em 8,3%, abaixo dos 9,9% verificados nos seis meses iniciais de 2007, de acordo com o IBGE.
Segundo o responsável pela Pesquisa Mensal de Emprego, Cimar Azeredo, esse resultado ratifica cada vez mais a expectativa de que o desemprego em 2008 ficará abaixo dos 9,3% constatados no ano passado.
"A situação terá que piorar muito para que o índice de 2008 não fique abaixo do ano passado. A tendência para o segundo semestre é de queda, se olharmos a série histórica da pesquisa", afirmou.
Inflação e juros
Azeredo disse ainda que a pressão da inflação e alta dos juros não estão prejudicando o mercado de trabalho. Ele destacou que o crescimento da população ocupada está se sustentando em patamar elevado, ainda que haja um contingente considerável de pessoas à procura de emprego.
"Há geração de postos de trabalho como não se via há cinco anos", observou.
O nível de ocupação --que mede a população acima de dez anos em relação à massa economicamente ativa-- no primeiro semestre também foi recorde, chegando a 52%. No mesmo período em 2007, ficou em 51%. Em junho, esse nível foi recorde para um mês, atingindo 52,6%.
"Isso mostra uma evolução estrutural do mercado de trabalho", ressaltou.
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